domingo, 10 de julho de 2011

Entrevista

Bernardo Ariston o Sr tem falado ultimamente a respeito de novos paradigmas políticos para Cabo Frio. O que seria isso ?

Penso que já está mais do que na hora de evoluirmos a política local, tanto o que diz respeito a forma de se fazer política quanto a forma de se administrar a coisa pública. Estamos em pleno século 21, o mundo está globalizado, as distâncias estão cada vez menores, o avanço tecnológico é constante, temos que raciocinar dentro desse contexto. O Brasil está se desenvolvendo, hoje já é a oitava potência economica mundial, nosso papel perante o mundo é cada vez mais importante. Precisamos estar dentro desse contexto, portanto, precisamos repensar alguns conceitos para podermos ter uma política mais justa, mais participativa, mais voltada para o cidadão, mais eficaz, mais pró ativa Então, novos paradigmas seriam o conjunto de conceitos e de ações necessárias para desenvolvermos novas políticas públicas, bem como um novo padrão de gestão da coisa pública.


Na sua avaliacão quais os caminhos que a cidade deve tomar.

O município precisa ser eficiente, tem que dar resultado, o desenvolvimento tem que ser real, a população precisa ter qualidade de vida e justiça social. As futuras administrações precisam trabalhar em consonância com as outras esferas de poder. Na busca do desenvolvimento a cidade precisa explorar mais suas vocações, precisa se preparar para a realidade do pré sal e para sua grande indústria que é o Turismo, mas que é tratado de forma amadora e inconsistente se levarmos em conta sua relação com o potencial fantástico que a cidade oferece. Nosso povo precisa de conhecimento e acesso a informação, uma educação de vanguarda, nos moldes das ideias do professor Darcy Ribeiro. É tempo de usar a administração pública como alavanca de negócios para o município. Cabo Frio tem um potencial enorme, contudo, uma atitude incipiente. Pense o que se pode fazer com um orçamento de 450 milhões de reais por ano, fora todo o potencial para se gerar muito mais recurso ?!? Eu acho que é prudente planejar o futuro da cidade, pensando exatamente que ela segue crescendo naturalmente, portanto, não podemos permitir que seja de qualquer forma, sob pena de amanhã termos uma cidade que não ofereça qualidade de vida aos seus habitantes. Eu acho mesmo é que o discurso piegas dos politiqueiros de plantão não tem mais espaço, esse negócio de ficar falando o óbvio já perdeu a graça, o momento sugere o rompimento da mesmice, não podemos mais tolerar a desordem, o desperdício, o roubo, a corrupção, o inchaço da máquina pública, a falta de objetividade nas ações do poder público, entre outras coisas. Cabo Frio precisa saber o que quer para poder tomar seu caminho naturalmente.

Quais são as suas expectativas para a eleição municipal em Cabo Frio no ano que vem ?

Espero que as eleições fluam da melhor maneira possível, que sejam justas e que o povo possa ter realmente uma boa opção de mudança. A posição do PMDB é muito tranquila, o partido se prepara para disputar as eleições, bem como para aumentar o número de vereadores na Câmara Municipal. Por enquanto, no contexto geral, o que vejo é mais ou menos o que já ví, ainda falta o novo, mas não um novo nome apenas e sim um novo argumento, um argumento que traduza uma nova forma de se fazer política, um argumento que vá realmente ao encontro dos anseios e das necessidades do cidadão cabofriense e da cidade como um todo. O novo que vislumbre um horizonte maior para a cidade, que coloque Cabo Frio no patamar que merece, o novo que promova o desenvolvimento, que cuide do cidadão com respeito e com atenção, o novo que rompa com a mesmice. Então, dessa forma, eu acredito que muita coisa pode acontecer até as eleições, muita coisa ainda vai mudar, o jogo só está começando, o novo ainda pode estar sendo gestado, é prudente aguardar.

O Sr já falou em romper a mesmice por duas vezes, o que seria então o rompimento da mesmice ?

É o encontro da fome com a vontade de comer, é a libertação da sociedade desse modelo retrógrado, coronelista, feudal de se administrar a coisa pública e de se tratar o bem comum, é sair das esquinas, da fofoca, é fazer a diferença, é implementar um novo paradigma político para Cabo Frio, é entender que a cidade mudou e vai continuar mudando, é entender que a sociedade tradicional cabofriense não é mais a mesma, novas pessoas chegaram, se estabeleceram, trouxeram novidades e já que não havia planejamento público, houve um inchaço da cidade, um estrangulamento natural. Então, romper com a mesmice para mim, nesse contexto, é mudar a forma de pensar e trabalhar para que Cabo Frio seja uma cidade do mundo, que funcione e que de resultados para todos.


Qual o balanço dos seus mandatos como deputado federal ?


Foram dois mandatos muito positivos, oito anos de muito aprendizado e trabalho dedicado à defesa dos interesses do nosso povo e do nosso Brasil. Tive a oportunidade de me relacionar com as figuras mais expressivas da nossa nação, conhecí e vivenciei o outro lado da moeda, experimentei e entendí como é a dinâmica da política brasileira, como funciona realmente o poder. Fui vice líder da minha bancada e presidí a comissão de minas e energia da Câmara, tive a satisfação de apresentar projetos de lei que foram sancionados pelo presidente Lula e hoje são leis brasileiras. Cumprí uma etapa muito importante da minha vida, estou pronto para novos desafios políticos. Faço política por vocação, porque gosto e sei fazer. Desde que me entendo por gente acompanho meu pai nessa trajetória e sou muito feliz por isso, desde garoto pensava em chegar ao Congresso Nacional como deputado federal, fiz por onde e cheguei, dei retorno a quem acreditou em mim e ao Brasil, fui um parlamentar correto e proativo, cumpri minha missão. Assim sendo, considero o balanço positivo, com certeza espero ter outras oportunidades para me superar e poder fazer melhor.

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