sexta-feira, 26 de outubro de 2012

SNA recebe novo superintendente do Mapa

Márcio Sette Fortes e Rony de Oliveira, diretores da Sociedade Nacional de Agricultura; Claudine Bichara, conselheira fiscal da SNA; Marcos Diaz, presidente da OCB-RJ; Cristina Baran, editora da revista A Lavoura; Antonio Alvarenga, presidente da SNA; Bernardo Ariston, superintendente do MAPA; Sylvia Wachsner, coordenadora do CI Orgânicos; Ruy Barreto Filho e Paulo Protásio, diretores da SNA; Joel Naegele, vice-presidente da SNA, e Jorge Barros,superintendente técnico do Sescoop-RJ 

A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), em parceria com o Sistema OCB/Sescoop -RJ, deu as boas-vindas ao novo superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Bernardo Ariston. Participaram do encontro, realizado no dia 22 de outubro na sede da SNA, o presidente da instituição, Antonio Alvarenga, acompanhado do vice-presidente Joel Naegele e de alguns diretores; o presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz, o superintendente técnico do Sescoop/RJ, Jorge Barros, e o chefe de gabinete do Mapa, João Carlos Azevedo.
Na ocasião, foi traçado para o primeiro trimestre de 2013 um grande espaço de debates com todos os secretários municipais de Agricultura do Rio de Janeiro, a ser coordenado pela SNA, em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-RJ.
Há pouco mais de um mês no cargo, Bernardo Ariston tem um objetivo claro: organizar a superintendência do Mapa no Rio de Janeiro e dar visibilidade às ações do ministério. “O que acontece nesta cidade ecoa em todo o país. Trabalharemos em parceria com as principais instituições, ouvindo produtores e cooperativas. Esse é um momento de mudança de paradigmas”, disse.
O superintendente do Mapa colocou-se à disposição para ser o interlocutor do ministério e tratar dos diversos problemas em conjunto. “A voz terá força na medida em que trocarmos informações e conhecimentos da situação atual e de onde queremos chegar”, frisou Ariston, que foi deputado federal em dois mandatos, aprovando cinco Projetos de Lei.
Marcos Diaz, presidente do OCB-RJ, reforçou que as ações não devem ser isoladas. “Nesse novo momento do Rio de Janeiro, os projetos devem acontecer em parceria. A agropecuária é um setor fundamental: 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual vem da agricultura, e é preciso reconhecer esta importância”, afirmou. “Este encontro é o primeiro de um grande processo que será deslanchado nos próximos meses”, ressaltou Diaz.
O superintendente técnico do Sescoop-RJ, Jorge Barros, destacou que uma das propostas é implantar no estado, em parceria com a SNA, o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do Mapa, que tem como pano de fundo o cooperativismo. “Agricultura orgânica, aquicultura, pesca e a segurança alimentar são temas que serão tratados e acompanhados de perto. Nosso papel é contribuir para o ramo agropecuário do cooperativismo no Rio de Janeiro na área qualitativa”, declarou.
O Programa ABC disponibiliza recursos para financiar a recuperação de áreas degradadas, a implantação de sistemas orgânicos de produção e integração lavoura-pecuária-floresta, e de planos de manejo florestal sustentável, além de adequar as propriedades rurais frente à legislação ambiental, com financiamento para a redução da emissão de gases de efeito estufa na agropecuária.
Agricultura familiar e café
A insegurança alimentar e a necessidade de aprimoramento de questões relativas à produção e exportação do café produzido no estado também foram temas abordados na reunião.
Na ocasião, foi ressaltado o trabalho desenvolvido pelo Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, que estimula a produção e a comercialização deste tipo de produto. Destacou-se, também, que produtos para a merenda escolar devem ser utilizados, em maior escala, por produtores familiares organizados em cooperativas.
O berço do café no estado está localizado no município de Varre-Sai, que concentra o maior número de agricultores familiares dedicados à atividade, e onde a Cooperativa de Café do Noroeste Fluminense (Coopercanol) realiza a comercialização do grão. A cafeicultura no estado responde por mais de 300 mil sacas/ano. Deste total, 70% estão concentrados nas regiões Serrana e Noroeste. Levantamento da Associação de Cafeicultores estima que o setor deve gerar mais dez mil postos de trabalho diretos. Segundo diretores da SNA, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) dispõe de recursos para o desenvolvimento da cafeicultura. 

Leonardo Poyart
http://sna.agr.br/2012/10/sna-e-ocbsescoop-rj-recebem-novo-superintendente-do-mapa/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Mensalão e o Mico



Ontem, na sequência do julgamento, o relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, votou pela condenação dos ex-dirigentes do Banco Rural por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Eles foram acusados de não cumprir as regras previstas pelo Banco Central na concessão de empréstimos. A gestão fraudulenta é prevista na lei de crimes contra o sistema financeiro e, de acordo com a denúncia, o banco Rural repassou R$ 29 milhões às empresas de Marcos Valério e R$ 3 milhões ao PT por meio de empréstimos falsos, cujo objetivo era financiar o Mensalão em troca de apoio na aprovação de projetos de interesse do governo. De acordo com o relator os ex-dirigentes do Banco Rural autorizaram empréstimos “simulados” e se valeram de “mecanismos fraudulentos” para “encobrir” as operações.

Enquanto o STF julga o Mensalão lá em Brasília, em São Pedro da Aldeia, na semana passada, o Ministério Público deu uma batida na casa do vereador e candidato à reeleição Guga de Mica e apreendeu materiais suspeitos de serem usados para a compra de votos. Na residência do vereador foram encontradas muitas caixas de remédios, vários atestados médicos em branco e cópias de documentos de eleitores. Segundo a matéria veiculada pela Inter TV a suspeita é de compra de voto em troca de benefícios. O fato em si, apesar de ser ainda uma suspeita é contundente e vergonhoso, pois um representante do povo, eleito para ajudar a construir uma cidade melhor e traduzir os anseios e necessidades da população através do parlamento local, não deveria ter em sua casa vasto material medicamentoso, bem como receituários em branco e cópias de documentos de eleitores. Os remédios deveriam estar disponíveis nos postos de saúde e hospitais da cidade e não na casa de um leigo, que não estudou medicina e nem farmácia e que muito menos deve saber o que faz um vereador, mas se locupleta como puder para chegar e se manter no poder, enganando os mais humildes. Contudo, vamos esperar as investigações e o desdobramento dessa história, aguardando ao menos, que a câmara, através de sua comissão de ética, venha caçar o mandato desse edil. Que MICO Vereador, pede pra sair, renuncie a sua candidatura à reeleição e vai trabalhar !!!

O fato é que, independentemente de ser em Brasília ou em São Pedro da Aldeia, ou em qualquer outro lugar, o brasileiro já não aguenta mais essas coisas e o Brasil não comporta mais esse tipo de político que faz falcatrua e se vale de artimanhas impróprias para se manter no poder. O momento é de ficha limpa, precisamos dar uma guinada radical para um futuro diferenciado. Precisamos de educação e saúde acima de tudo, mas não através de assistencialismo barato, patrocinado por pessoas inescrupulosas que tem como horizonte seus extratos bancários. Chega de ladrão, chega de gente mal intencionada no poder. Como político quero estar na linha de frente contra esses covardes, quero um país mais justo e desenvolvido e não vai ser com eles que vamos conquistar essa realidade. Sou político sim e tenho orgulho disso, apesar de todas as dificuldades, mas tenho nojo das pessoas que fazem da política um trampolim para uma vida sem limites.

Bernardo Ariston

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Não pode ser o que não é


"Que não é o que não pode ser que/ Não é o que não pode/ Ser que não é/ O que/ não pode ser que não/ É o que não/ Pode ser/ Que não/ É". Esse trecho da música "O que" dos Titãs pode ser usado para uma série de situações, inclusive para ilustrar algumas situações da política. Quem imaginaria, por exemplo, que o Lula pediria apoio ao Maluf para a candidatura do Hadad em São Paulo, ou, quem poderia imaginar que o Jânio fosse aceitar apoio do Marquinho Mendes depois de dizer poucas e boas sobre o alcaide, ou, quem poderia imaginar que o Alair pudesse aceitar o apoio do vereador Alfredo, cujo apelido de fujão foi dado pelo mesmo quando o vereador, então presidente da câmara, se escondeu para não ser notificado pela justiça, o que provocaria a saída do Marquinho da Prefeitura, frustrando assim os interesses do Alair e do povo que o acompanha. Dizem que a política também é a arte do possível, mas assim, com esses exemplos, vemos como despretenciosa tem sido a arte de se fazer política, sobretudo em Cabo Frio. O que impera é o fisiológico, a objetividade nada messiânica do pragmatismo absoluto daqueles que são capazes de colocar de lado aquilo que pensam simplesmente para chegar ao poder visando apenas o poder.

Ao passo que escrevo fico me perguntando sobre a postura do meu partido face as eleições cabofrienses. Fico pensando e repensando porque tanta turbulência com o PMDB local nos últimos meses. É obvio que o partido sofreu uma tentativa de golpe engendrada por personagens que não têm compromissos ideológicos, nem com o partido e nem com seus filiados e admiradores. O que aconteceu foi uma vergonha, um descaso com a História e com aqueles que acreditavam ser o PMDB uma bela alternativa para apresentar o "novo" para a cidade. O PMDB de Cabo Frio foi violentado por falsos políticos que só entendem a linguagem do capital e do arranjo mesquinho para alcançarem seus objetivos. Foi violentado principalmente por um elemento que alegava ter o rei na barriga, mas que pulou fora opotunisticamente, se dizendo vítima do processo que ele mesmo alimentou e deixou seus companheiros na mão para se aventurar como pobre coitado ao lado daqueles que anteriormente repudiava.

O fato é que precisamos nos livrar do modismo e das paixões retumbantes na política, pois enquanto permitirmos que falsos líderes nos conduzam bateremos sempre contra o muro e não conseguiremos construir uma sociedade melhor. Quem viu e acreditou, acreditou porque quis, pois sempre existiu uma voz dizendo que não estava certo e os fatos falavam por si, porém, aquela voz foi abafada e a paixão acabou cegando muitos olhos. O canto da sereia soou mais alto e muita gente se afogou, mas, mesmo assim, vamos para o embate. Acredito que nenhum político tenha o direito de se manifestar dizendo que em determinado lugar quem manda é ele e que as coisas vão acontecer do jeito que ele quer. O coronelismo é coisa do passado em nossa história e não é democrático. Assim, repito o trecho da música dos Titãs que diz "Que não é o que não pode ser que/ Não é o que não pode/ Ser que não é/ O que/ não pode ser que não/ É o que não/ Pode ser/ Que não/ É", pois acredito naquilo que é e não naquilo que não pode ser o que não é. Chega de curral eleitoral, chega da política menor !!! Que o mensalão fique sepultado no STF e que o povo brasileiro mude a realidade política do Brasil elegendo, nos municípios, pessoas que tenham compromisso com o bem comum, com a coisa pública, com um futuro justo e equilibrado, onde todos tenham condições de igualdade e com uma qualidade de vida melhor.

Bernardo Ariston 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A seca, os grãos e a inflação.


Ministro Mendes Ribeiro Filho e Bernardo Ariston

Na última terça feira, 14 de agosto, fui a Brasília resolver alguns assuntos e em especial visitar meu colega de mandato, o Deputado Federal Mendes Ribeiro Filho, atual Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Desde que saí do meu segundo mandato que não havia estado com ele. Fomos vice líderes de bancada juntos e sempre tivemos uma excelente relação durante os oito anos em que estive na Câmara. Cheguei para a audiência mais ou menos na hora em que os grevistas do funcionalismo federal faziam a maior algazarra nas portas dos ministérios e ao subir até o oitavo andar fui me lembrando das minhas idas e vindas na Esplanada. Durante os oito anos de mandato percorrí por diversas vezes aqueles prédios no cumprimento dos mandatos, buscando os melhores resultados para o nosso povo.

Fui recebido por Sua Excelência com o maior carinho e com a alegria de sempre, foi uma visita de cortesia e a conversa fluiu de forma muito agradável e instrutiva. Quando passamos a conversar sobre as questões afetas a sua pasta veio a tona a questão da possibilidade de uma crise mundial nos preços dos alimentos. Os EUA enfrentam a maior seca dos últimos 50 anos e por consequência verifica-se a quebra em sua safra de grãos. O ministro me relatou com alegria que nesse ano a safra de soja brasileira já é a maior do mundo, maior que a americana, entretanto, entendo que a seca nos EUA vai influenciar no preço dos grãos no mundo todo, pois no mundo globalizado grãos são commodities e, portanto, são cotadas no mercado internacional. Apesar de estarmos batendo o recorde de produção, o que é muito bom por um lado, uma vez que mostra o nosso potencial, não é pelo outro, pois lamentavelmente esse fato por si não garante um menor preço dos grãos e por consequência impacta no preço de toda a cadeia produtiva. Ou seja, mesmo sendo o Brasil um respeitável produtor de grãos, os efeitos da estiagem americana vão repercutir aquí e a alta nos preços dos alimentos é uma triste realidade.

De maio a agosto desse ano os preços médios do grão no atacado já subiram 33% e certamente essa alta  vai repercutir no varejo e o consumidor vai sentir no bolso. Algumas previsões da Bolsa de Gêneros Alimentícios projetam altas não superior a 5% no varejo e as cotações mais elevadas já devem aparecer na próxima divulgação da inflação, no IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) de agosto. Assim, é duro, mas é real, a estiagem americana vai impactar diretamente na inflação. Na minha opinião o Brasil precisa continuar produzindo cada vez mais, tendo os devidos cuidados, protegendo e estimulando o produtor e a produção em todos os níveis. Precisa cada vez mais investir em infraestrutura, visando não só a geração de empregos e o consequente crescimento econômico, mas acima de tudo diminuir o custo Brasil e promover o desenvolvimento econômico. Vamos em frente !!!

Bernardo Ariston

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"Onda, onda, olha a onda..."


Mais uma página virada, as olimpíadas terminaram. Honestamente acho que o resultado do Brasil deixou muito a desejar e se falarmos de futebol e vôlei masculino, não sei nem o que dizer. Talvez render os devidos elogios ao México e a Rússia seja a melhor saída, pois foi de amargar ficar com a medalha de prata em ambos os casos. Levar a prata pode ser até honroso, mas em se tratando de ver a seleção brasileira de futebol "jogar prá inglês ver" e a de vôlei perder de  3 a 2, numa virada inacreditável, realmente é duro. A vida segue e com os erros e derrotas devemos aprender e nos fortalecer para um futuro melhor. No mais, temos agora que trabalhar duramente para que os jogos olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, entrem para a história como um marco e não apenas como uma agenda como foram as olimpíadas desse ano. Não vai ser colocando uma escola de samba na abertura dos jogos que vamos entrar para a história, vamos ter a primeira olimpíada do nosso continente, a primeira de um pais emergente, e isso por si só já nos imputa uma responsabilidade enorme, fora tudo aquilo que poderemos aproveitar para o presente e para o futuro.

Em Brasília a onda continua sendo o julgamento do mensalão. Não fiquei nenhum pouco impressionado com a postura do advogado do Deputado Roberto Jefferson, eu já esperava aquela linha, pois ela tem uma relação objetiva com tudo o que aconteceu. As doses de bravata e valentia foram típicas de quem estava atacando como recurso de defesa. Também não me impressionou o fato de alguns ministros terem argüido alguns advogados acerca de suas teses. Na dúvida, pergunta-se, é óbvio. Feio e atípico foi perceber que após as perguntas alguns causídicos tremeram na base. Eu acho que vai haver condenação sim, mas apesar de apenas 11% da populaçao achar que isso vai acontecer, faço parte também dos 73% de brasileiros que desejam a condenação. Em paralelo o Cachoeira também surfa sua onda e a cada dia que passa forças do sistema soltam pílulas do caso em doses homeopáticas. Parece até que fazem isso de propósito para contrapor ao mensalão e criar um equilíbrio midiático. Alguém mais ouviu falar da Delta, do Cavendish, entre outros ?!? 

A nossa querida região dos lagos volta às telas da Globo em horário nobre e com um certo destaque. Dessa vez não vemos mais as belezas e o glamour de Buzios, mas uma tentativa bem bobinha de querer mostrar Cabo Frio como um lugar cafona. Sem sombra de duvidas a novela Av. Brasil é um sucesso absoluto e o tema central da novela, apesar de me parecer exagerado, está sendo bem encarnado pelas protagonistas da trama. O autor está de parabéns, apesar de tanto exagero. A novela está expondo e trazendo ao debate a questão da vingança abertamente e de forma exorbitante. Apesar de tudo, esse tema está em voga, faz parte também das fofocas de esquina e, de uma maneira ou de outra, acaba por criar outra onda no cotidiano brasileiro. Espero honestamente que essas ondas passem logo como passaram as olimpíadas. Em tempos de mensalão, cachoeira, vingança na telinha e participação secundária nos jogos olímpicos, ter Marina Silva como destaque na abertura dos jogos não é nada, mas não ter cuidado com o voto nas próximas eleições pode dar margem a ondas tsunâmicas.

Bernardo Ariston 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Havia muita fumaça no ar !!!


Quando fui eleito deputado federal pela primeira vez não podia imaginar que nos anos seguintes a tônica da República seria um esquema de corrupção violento, aparentemente elaborado pelo núcleo do poder constituído, onde havia pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo no Congresso. Se alguém, antes da exposição dos acontecimentos, sugerisse que aquilo estaria acontecendo certamente seria execrado em praça pública, afinal de contas o governo recém empossado era o do PT, que por anos a fio tentou chegar ao poder central do país, se valendo de articulações políticas e de posturas denuncistas para combater aquilo que julgava errado na República, sobretudo aquilo que eles diziam que era corrupção.  

O movimento guerrilheiro no Brasil começou tarde e fora dos padrões das guerrilhas na América Latina. Vários argumentos foram usados para justificar a falência desse movimento no Brasil, entretanto, um deles, o de que seria muito difícil ganhar o poder pelas armas sem dinheiro para financiar a intentada, pode ter ficado marcado na memória de muitos daqueles jovens que queriam acabar com a ditadura militar. Passado o tempo e instalada a democracia, chegou o tempo daqueles que se dispuseram a pegar em armas para salvar a nação de entrar pela porta da frente no poder. Porém, os fantasmas do passado talvez continuassem a cerca-los e, provavelmente, uma das preocupações era não permitir que o inimigo pudesse tirar a condição finalmente conquistada. Contudo, não estávamos mais nos anos de chumbo e sim vivendo a plenitude da democracia. O teatro de batalha era outro e a forma de se combater os adversários também. Porém, aquele gosto amargo da derrota pode ter levado alguns  dos ex guerrilheiros, que chegaram ao poder pelo voto, a crer que a melhor estratégia seria garantir uma base ampla de votação no Congresso através da cooptação de parlamentares em troca de dinheiro. Eu vivenciei aquilo, respirei aquele ar e mesmo sem  participar e sem imaginar o que estava acontecendo, acabei vendo de perto performances duvidosas de parlamentares que deveriam estar ali para defender os interesses do povo brasileiro e a plenitude da democracia.

O José Dirceu, que era meu colega deputado, mas estava nomeado Ministro Chefe da Casa Civil, era o manda chuva do governo Lula. Nada acontecia sem seu conhecimento e sem sua autorização. Ele era forte mesmo e tinha total confiança do Presidente. Digo isso porque participei de várias reuniões onde essa postura era cristalina e na maioria das vezes quem definia tudo era ele. Não era raro vê-lo tratando mal alguns parlamentares e vê-lo circulando com aquele ar prepotente que passou a ter. Muitas vezes ouvia conversas que suas atitudes não iriam dar bons resultados para o governo, mas eu não alcançava as razões daqueles comentários, pois quem os faziam tinham mais vivência do que eu no Congresso Nacional. Havia muita fumaça no ar !!! 

Quando o Deputado Roberto Jefferson delatou o “Mensalão”, tudo fez sentido, as peças passaram a se encaixar. O próximo passo foi caçar, num julgamento político, o mandato do José Dirceu, que foi apontado como cabeça pensante do esquema, e desvendar tudo aquilo que ficou conhecido como “Mensalão”. Hoje, o julgamento da ação penal 470 já começou no STF e 38 pessoas estão sendo acusadas de participarem do esquema de compra de votos para beneficiar o governo naquele momento. A peça acusatória, lida por cinco horas na semana passada, é contundente e detalhista. Na visão do Ministério Público, o ex-ministro teria estabelecido, ao lado de correligionários, "um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais" e "o objetivo era negociar apoio político ao governo no Congresso Nacional, pagar dívidas pretéritas, custear gastos de campanha e outras despesas do PT". A opinião pública parece desejar a condenação dos réus, entretanto, como o julgamento é técnico e os advogados de defesa são os melhores do Brasil, muita coisa pode acontecer. Aquele que já é conhecido como o maior julgamento da história do STF poderá ser um divisor de águas em nossa história e servir de fato como elemento para consolidar nossa democracia. Quem for culpado por esse escândalo que pague na letra da lei. Vamos aguardar, acompanhar e torcer por justiça, pois o Brasil merece. 

Bernardo Ariston

terça-feira, 31 de julho de 2012

O tempo é o senhor da razão.


Após a trágica estréia do novo filme do Batman, nos EUA, onde doze pessoas foram fuziladas covardemente dentro da sala do cinema por um louco insandecido, após a belíssima abertura das Olimpíadas de Londres, com um ouro brasileiro no judo feminino, logo no primeiro dia, e com a seleção olímpica de futebol já nas quartas de final, estamos assistindo de camarote as disputas eleitorais em nossas cidades, amargando ainda os dissabores de uma política retrograda e mesquinha que deixou de lado a discussão ideológica privilegiando o debate apaixonado, não pela causa e sim pelos personagens, onde os fofoqueiros de plantão continuam seus debates nos cafés da vida, alimentando as versões na tentaiva de transformá-las em fatos. Quem pensa continua  queimando a mufa para entender as novidades. Na região dos lagos todas as eleições estão polarizadas.

Mesmo contra a  minha vontade acabei não sendo candidato e nessa condição estou muito bem vendo a banda passar.  Num primeiro momento me afastei para curtir um pouco as férias dos meus filhos, o que a bem da verdade foi revigorante e muito melhor do que ficar ouvindo o disse me disse das esquinas de Cabo Frio, viciadas em politicagem. Quando retornei, me surpreendi mais uma vez com tanta idiotice dita e escrita por uma meia dúzia de desafetos que venho colecionando ao longo da minha tragetória. Disseram que eu me vendí e me afastei, disseram que eu tinha traído e outras coisas horríveis. Entretanto, o mais  engraçado é que essas pessoas, que não têm o que falar de mim, pois se forem pesquisar minha vida pública e profissional só encontrarão êxitos, continuam inventando as mais absurdas versões a respeito da minha pacata e exitosa trajetória. Tenho pena desse pessoal, mas o que eu posso fazer ?!? Concluo assim que minha liderança política deve incomodá-los,  ou a seus patrões e, portanto, ficam tentando me fuzilar.

Outro dia mesmo tentaram infiltrar um espião numa reunião do PMDB, um lobo travestido de cordeiro, para bagunçar o coreto, mas ele foi identificado e devidamente afastado. Esse mesmo lobo trabalha para um traidor que vem tentando mil artimanhas para se vingar daqueles que o enganaram durante um ano e pouco, alimentando um sonho que seria impossível de ser materializado. Falta de aviso não foi.

Assim sendo, após minhas férias com meus filhos, estou de volta e aproveito para retomar a coluna na Folha, as terças feiras, o programa Litoral em Ação, na Rádio Litoral, aos sábados e a relação franca e amistosa que tenho com essa população maravilhosa que me acompanha e que me incentiva a estar cada vez mais comprometido com a boa política. Apesar do meu partido estar apoiando uma candidatura de outro partido, cujo candidato é um cara sério e bom, não esperem me ver ao lado de certas figuras que o apoiam, mas que representam o que há de pior na política local e que são conhecidos como ladrões. Fui voto vencido na decisão do PMDB, por mim o partido teria candidatura própria. Sempre lutei pela liberdade e contra os “patrões”. Passo assim a  refletir sobre o futuro, sobre qual será o melhor caminho a ser tomado e, caso prevaleça a figura do patrão do PMDB na região, fazendo uma besteira atrás da outra , pensarei certamente num outro caminho a seguir. O tempo é o senhor da razão”, vamos em frente !!!

Bernardo Ariston

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Na diferença podemos aprender.

Para alguns o ponto alto do final de semana foi a disputa do cinturão do UFC entre o nosso Anderson Silva e o americano Chael Sonnen, seu desafiador. O Aranha defendeu pela décima vez seu título de campeão da categoria e após o primeiro "round", que perdeu por 10 a 9, pois acabou levando uma queda, teve a guarda passada e ainda sofreu uma montada do americano, demonstrou, em poucos segundos do segundo "round", que não estava para brincadeira. Após uma bela esquiva, que levou seu oponente ao chão, distribuiu uma joelhada certeira e uma sequência de socos que lhe renderam mais um nocaute técnico em sua carreira e a consequente manutenção do título. Para outros o ponto alto do final de semana foi o início da campanha eleitoral. 

Ainda na sexta feira, recebi telefonemas de alguns companheiros do PMDB de São Pedro da Aldeia que pediam ajuda para resolver uma questão da burocracia interna do partido naquele município. Lamentavelmente, por mais que eu tenha tentado, a solução não estava ao meu alcance. Quando o candidato majoritário da coligação me ligou e explicou realmente qual era o assunto, percebí que todo o esforço para se ter uma nominata boa de vereadores tinha sido em vão em função da posição egoísta de um vereador que se locupletou do fraco governo aldeense e que desejava uma coligação com o PT onde só ele sairia como candidato do PMDB. Nunca ví uma estratégia tão burra como essa, pois o vereador encheu tanto o saco de todo mundo, que o partido acabou não renovando sua executiva tempestivamente e agora está dependendo de uma intervenção para lançar seus candidatos. Esse é um grande exemplo de uma atitude irresponsável de um político que trai, que usa a coisa pública para o seu próprio beneficio e que tripudia o coletivo na certeza de que ele é melhor do que todos. Pelo bem dos filiados do PMDB de São Pedro e pelo bem dos demais candidatos espero que tudo se resolva.

Em saquarema, Altair Ferreira dos Santos, assessor do deputado Paulo Melo há 20 anos, foi preso por ter sequestrado um neném recém nascido. Logo que o deputado teve conhecimento da situação mandou exonerar o assessor, cuja função era atender seu eleitorado, "intermediando, por exemplo, pedidos de assistência médica". Nesse caso em questão, que não tem relação nenhuma com aquele outro do DETRAN, o sequestrador era super conhecido em saquarema, já tinha sido candidato a vereador, foi presidente do centro social do parlamentar e trabalhou com a mulher do deputado, a prefeita Franciane Motta. Segundo uma nota de esclarecimento o Deputado Paulo Melo “está extremamente decepcionado com o ato que considera insano, covarde e brutal” e espera que “a Justiça atue com o rigor da lei”. Não seria prá menos, o Deputado conta com a minha solidariedade, afinal, dormir com o inimigo é mais comum do que parece e eu sei bem o que é isso.

Bom, nem tudo é perfeito, enquanto uns elogiam outros criticam, enquanto uns aprovam outros desaprovam, mas assim é a vida e assim segue a humanidade. O bom mesmo é sermos livres e podermos fazer nossas escolhas. Na democracia o contraditório é fundamental e a liberdade de expressão também. Assim, tenho certeza que devemos aprender com nossos erros e devemos estar sempre prontos a aceitar aquilo que entendemos ser diferente, pois na diferença podemos aprender muito. A tolerância pode ser um passaporte para novos momentos e esperar não faz mal a ninguém, o jogo só começou. Quando queremos, tudo é possível, não vamos jogar nosso tempo fora, vamos canalizar nossa energia e buscar dias melhores para todos nós, vamos transformar o ódio em amor e continuar nessa incessante busca por uma sociedade mais justa e equilibrada.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Está chegando a hora




Aqui no Brasil, após a Rio+20, tudo segue em paz. Apesar do texto final aprovado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ter sido considerado pouco ambicioso, nossa realidade não vai mudar. Entretanto, dependendo da ótica, os resultados da conferência servirão como elementos para a promoção do desenvolvimento sustentável, uma vez que o chamamento para essa realidade e a percepção do povo sobre a importância dessa questão, certamente ficaram evidentes e foram absorvidas pela maioria das pessoas. Acredito ter sido esse o grande resultado da conferência. 

Enquanto isso no Paraguai, impcheament relâmpago e muito mais. A ordem política foi alterada naquele país e os países do Mercosul e da Unasul reagiram rapidamente. Dar margem a possibilidade de golpes de estado não é aceitável, a idéia em si é repugnante, sobretudo num momento da história onde a democracia se encontra estabelecida na totalidade dos países do continente sul americano. Os países do Mercosul e seus sócios declararam a “mais enérgica condenação a ruptura da ordem democrática na República do Paraguai”. Chamar o embaixador, promover e apoiar sanções comerciais são manobras da diplomacia. A decisão em relação ao Paraguai foi tomada em função do que estabelece o Protocolo de Ushuaia, que determina a 'plena vigência das instituições democráticas como condição essencial para o desenvolvimento do processo de integração'. Sendo assim, o entendimento é que o  Paraguai 'não respeitou este processo'.  Entretanto  resta  uma  pergunta:  o que diz a lei Paraguaia ?!? 

Com impeachment ou sem, a vida continua. No Brasil, onde já tivemos o impeachment do Presidente Collor, o rito não foi sumário e nenhum país vizinho questionou o que estava acontecendo ou como aconteceu. Certamente no caso do Paraguai alguma coisa pode não estar certa, foi tudo muito rápido e a reação dos países vizinhos de suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul tem como elemento preponderante o fato de que aparentemente houve um golpe de Estado maquiado. O ex Presidente Fernando Lugo também defende essa tese e não reagiu à decisão que o tirou do poder a fim de evitar um banho de sangue, entretanto, parece que não houve comoção da população, que calou apática diante dos acontecimentos. O Brasil considerou que o ex Presidente não teve o amplo direito de defesa assegurado no processo e por enquanto não pretende aplicar sanções econômicas, sob o pretexto de não querer prejudicar o povo paraguaio. A decisão de afastar o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições de 2013 foi unânime e será anunciada oficialmente durante a próxima reunião do Mercosul em Mendoza, na Argentina. 

Vamos virar a página, por aqui também temos as nossas mazelas. Está chegando a hora de mais uma campanha eleitoral e, mesmo com as olimpíadas de Londres, esse vai ser o grande tema de 2012 nas nossas esquinas. Os cientistas políticos estão de prontidão e os fofoqueiros também. O jogo vai começar, façam suas apostas, escolham seus candidatos e vamos votar. Por hora esse vai ser nosso grande desafio, uma verdadeira olimpíada eleitoral. No mais, como bom brasileiro, prefiro acreditar que tudo vai dar certo no final. Desejo sorte ao povo paraguaio e espero que tudo seja resolvido democraticamente pelo viés da lei, porém, desejo mais sorte ainda ao povo brasileiro que, na esfera local, mais uma vez poderá escolher seu destino pelo voto. Assim será, vamos em frente, vamos trabalhando e tentando melhorar.

Bernardo Ariston

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Falar é fácil, difícil é fazer !!!

Não seria justo aproveitar esse espaço tão importante para fazer marola com o intuito de enganar os leitores com informações truncadas e maliciosas, apenas para tentar viabilizar um projeto político individual, ou na tentativa de impor uma vontade dissonante dos anseios da maioria da população. Seria muito mesquinho criar confusão com o uso da palavra para confundir, mas como não tenho essa vocação sempre coloquei em pauta idéias sobre temas fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa. Tenho compromisso com o raciocínio e defendo a tese de que mais importante do que discutir nomes, num primeiro momento, é discutir idéias e projetos que possam realmente contribuir com o debate político e com a democracia. 

Queria poder nesse momento me dar o direito de ficar quieto, calado, mas não posso, sou político, tenho que botar para fora o que penso, mas com responsabilidade. Tenho que dizer que nunca quis ser candidato a qualquer preço ou por motivos fúteis, pois não acredito na busca pelo poder, apenas pelo poder. Creio que o poder político deve ser usado como instrumento de transformação da sociedade na busca por justiça social, qualidade de vida e desenvolvimento sócio econômico. Tudo tem seu tempo.

Sou realista e acho que o PMDB errou quando aceitou meus adversários políticos em nossas fileiras. Não porque eram meus adversários, mas porque não representavam absolutamente a possibilidade de promover as mudanças sugeridas pelo partido e porque não tinham competência para conduzir o processo até o fim. Era nítido e óbvio que aquilo era uma cortina de fumaça para inviabilizar um passo maior. Fui honesto quando disse que o candidato do PMDB tinha que ser viável e quando anunciei a possibilidade de ser pré candidato a prefeito, afinal de contas nada mais democrático do que o debate partidário para a escolha de seus candidatos. Sempre soube e sempre falei que liderança não se impõe, se conquista. Essa manobra equivocada nos fez perder muito tempo e criou muita dificuldade para a construção de uma candidatura forte que pudesse trazer para o centro da discussão política um novo paradigma político para a cidade. 

Acho muito inconveniente como algumas pessoas querem colocar palavras na minha boca, bem como, acho muito desonesto como essas pessoas tentam jogar com o meu nome, como insistem em querer me colocar no rol dos pilantras e me rotular como se eu fosse mais um desses hipócritas que desejam o poder a qualquer preço. Entendo que essas tentativas possam fazer parte da disputa política, mas no fundo, quando dizem que o Bernardo Ariston é isso ou aquilo, esquecem que minha trajetória fala por si e que está registrada na história recente do Brasil. Essas pessoas têm medo de perder a teta que as fez milionárias, bem como abominam a possibilidade de devolver ao povo o protagonismo devido, preferem lutar pela manutenção do status quo, mantendo seus currais e promovendo o subdesenvolvimento da cidade.

Falar é fácil, difícil é fazer, mas como sou daqueles que faz, estarei contribuindo sim para o desfecho positivo desse processo e tenho certeza de que se fosse realmente fácil, já estaria tudo resolvido. Prudência não faz mal a ninguém, vamos em frente, muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte e não custa nada aguardarmos mais um pouco. Continuo de prontidão, até lá outras batalhas serão travadas e fatos novos surgirão. 

Bernardo Ariston

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mobilidade urbana e o desenvolvimento local.


Mobilidade urbana é “a capacidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano para a realização das atividades cotidianas em tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro”. Dizem que a questão da mobilidade urbana é um dos grandes desafios das cidades no mundo todo. A Cartilha de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, define mobilidade urbana como “atributo das cidades no que se refere à facilidade de deslocamento de pessoas e bens dentro do espaço urbano”. Mobilidade urbana, portanto, é conseguir se locomover com facilidade. Cabe ao poder público definir e implementar as estratégias e políticas públicas para o trânsito, para a postura, para o aparelhamento urbano e para o transporte público com o objetivo de garantir uma política de mobilidade urbana eficiente, bem como a sua consecução. 

No Brasil a Política Nacional de Mobilidade Urbana foi instituída pela lei 12.587/2012 e figura como instrumento da política de desenvolvimento urbano, tendo como objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana.

É impossível pensar em mobilidade urbana sem pensar no meio ambiente como um todo. Pensar a mobilidade urbana sob os aspectos sociais, econômicos e ambientais é fundamental para o planejamento urbano, sobretudo face a questão do desenvolvimento local e da sustentabilidade. As consequências da mobilidade urbana na economia das cidades e na qualidade de vida das pessoas são reais e por esses aspectos devemos considerá-la como ferramenta para oferecer acesso aos empregos, ao comércio, aos serviços, à educação, à cultura e ao lazer. “É fundamental pensar nas ruas, calçadas e ciclovias, como elementos para a estruturação da mobilidade urbana”. É fundamental, também, pensar na utilização do espaço público para resolver a questão da acessibilidade e da criação de novas formas de trânsito e de transportes públicos que possam se valer de modais mais eficientes, que valorizem a preservação do meio ambiente e que sejam capazes de garantir uma melhor qualidade de vida para todos. 

Não se pode planejar uma cidade sem se ater à questão da mobilidade urbana. Todas as ações e investimentos para melhorá-la devem promover a articulação das políticas de transporte, trânsito e acessibilidade para garantir o acesso das pessoas ao espaço público. A cidade precisa oferecer condições para que todas as pessoas circulem com segurança e conforto, precisa oferecer facilidades para que todos possam se deslocar naturalmente, independentemente do motivo, e garantir que o fluxo de circulação das pessoas e das coisas esteja sempre voltado para o crescimento e para o desenvolvimento econômico e social local

Bernardo Ariston

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Postura de vanguarda.

A atividade turística, ao longo das últimas décadas, vem se tornando uma das principais atividades econômicas do Brasil. Em 2003 o Presidente Lula criou o Ministério do Turismo, com a missão de "desenvolver o turismo como uma atividade econômica sustentável, com papel relevante na geração de empregos e divisas, proporcionando a inclusão social". Trabalhando de forma descentralizada e com planejamento estratégico o Ministério do Turismo se vale do Plano Nacional de Turismo como instrumento de planejamento e gestão. Não resta dúvidas sobre a importância da atividade turística como indutora do crescimento e do desenvolvimento econômico, sobretudo pela sua capacidade de gerar empregos e de dinamizar a circulação de divisas.

O Brasil tem todos os quesitos para que a atividade turistica seja pujante, sua geografia e suas peculiaridades ambientais proporcionam a prática de diversas modalidades do turismo. Cada vez mais precisamos gerar condições para ampliar a atividade e é aí que entra a importância dos municípios nesse processo. De acordo com o plano nacional de turismo, os "investimentos em infraestrutura e qualificação profissional vão permitir a organização de 65 destinos turísticos, distribuídos em todo o território nacional, dentro de um padrão internacional de mercado, proporcionando assim a entrada de US$ 7,7 bilhões em divisas para o Brasil".

Recentemente o município de Armação dos Búzios recebeu o título de Melhor Destino de Sol e Praia concedido pela feira Euroal 2012, na Espanha. De acordo com o Ministério do Turismo, "o Turismo de Sol e Praia constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor." Assim, podemos dizer que Búzios, pela sua fama mundial, é o abre alas da região dos lagos nessa questão e suas características naturais refletem as características de toda a região. Entretanto, enquanto Búzios já se estabeleceu como importante destino turístico as outras cidades ainda precisam avançar. No ambiente de Sol e Praia é possível realizar uma grande diversidade de atividades que abrangem, também, atividades de outros segmentos do turismo. O Turismo Náutico, o Ecoturismo, o Turismo de Aventura e o Turismo de Pesca são algumas das atividades turísticas que podem e devem acompanhar o turismo de sol e praia em nossa região, isso sem esquecer do turismo de negócios e eventos, que ao longo do ano pode manter a atividade aquecida.

Precisamos entender que nao bastam apenas as ações do governo federal, muito pelo contrário, os municipíos precisam induzir o crescimento da atividade turística criando as condições necessárias para que a iniciativa privada possa fazer a sua parte e isso só acontece com compromisso, vontade política e planejamento estratégico. Eu particularmente me sinto muito a vontade para falar do assunto pois, desde 1997 milito nessa atividade e tenho relevantes serviços prestados ao turismo regional, estadual e nacional. Respectivamente, implantei o Projeto Arraial do Cabo a Capital do Mergulho, fui diretor e vice presidente presidente da Turisrio e como Deputado Federal sou autor da lei nº 11.637, de 28 de Dezembro de 2007, que dispõe sobre o programa de qualificação dos serviços turísticos e do Selo de Qualidade Nacional de Turismo. Regionalmente falando, temos um potencial turístico enorme, mas uma atividade ainda insipiente, portanto, pensar e planejar o turismo em nossa região é assumir uma postura de vanguarda que certamente trará resultados positivos para todos.

Bernardo Ariston

domingo, 20 de maio de 2012

Melhorar a Saúde Pública é um desafio.


Até 1988 a saúde no Brasil não era universalizada, sua organização era voltada apenas para aqueles que contribuíam com a previdência. Com o processo de abertura política no Brasil, aos poucos um novo modelo foi sendo criado. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 nasce o Sistema Único de Saúde (SUS) com a proposta de garantir a toda população brasileira acesso ao atendimento público de saúde.
    
A saúde pública deve ter seu foco alinhado com as necessidades da sociedade. Isso é o óbvio, contudo, face a heterogeneidade da sociedade, deve-se levar em conta as diferenças, as características e as peculiaridades dos mais diversos grupos sociais que formam a totalidade da população. Em tese, a saúde pública deve ser regida a partir dos interesses sociais que o Estado representa e sendo um dos direitos fundamentais do cidadão cabe ao Estado organizar os sistemas e serviços de saúde, atuar nas questões determinantes do processo saúde-doença, controlar a incidência de doenças, promover as intervenções cabíveis e aplicar permanentemente as ações de vigilância sanitária. 
    
Em tese o SUS é uma beleza, mas na prática é um sofrimento para quem precisa. A forma como é gerido não garante o pleno acesso da população ao sistema. A ausência de gestores capacitados, na maioria das cidades, cria um ambiente desfavorável ao desenvolvimento da saúde pública. Faltam condições de atendimento e de tratamento digno e a corrupção ainda é um problema sério. Na maior parte das cidades brasileiras a gestão da saúde é ineficiente. O sistema  local precisa ser dimensionado adequadamente, precisa ser integrado e ter os níveis compatíveis de atendimento, seja de forma direta ou de forma indireta, através, por exemplo, dos consórcios intermunicipais de saúde, que particularmente eu defendo e, na sua impossibilidade, a implementação de todos os níveis da saúde pública em municípios com mais de 150 mil habitantes, ou seja, em cidades do porte de Cabo Frio ter os serviços de saúde de baixa, média e alta complexidade. 

Prezar por uma gestão de qualidade representa investir melhor os recursos, representa criar oportunidades, ter gestores e técnicos capazes, bem como,  planejar a saúde local com vistas a resultados efetivos. Melhorar a saúde pública é um desafio que eu acho possível, basta querer, basta ter vontade de implementar uma política séria, estruturante e prioritária, que tenha um orçamento adequado e que seja balizada por um planejamento factível, capaz de apontar as falhas e as soluções, um planejamento que valorize também  o profissional da saúde, que priorize o tratamento preventivo e a saúde básica, acima de tudo e que garanta a atenção digna que o povo merece.

Bernardo Ariston

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tamoios fortalece o todo.


Em artigo recente, "O caminho que a cidade deve tomar", afirmei que a cidade tem sua dinâmica, sua vida própria, que ela é mutável e segue crescendo naturalmente e portanto,  seria esse o motivo de não permitirmos que ela cresça de qualquer forma. Essa é uma realidade e deveria ser premissa de todos, pois a cidade mal planejada, mal cuidada e em desarmonia com o meio ambiente, não gera qualidade de vida para sua população, com o tempo estará estagnada e sem condições de se viabilizar economicamente. A ausência de planejamento urbano, para uma cidade que se propõe a ser pólo regional, vai atrapalhar seu futuro e não vai permitir que ela se desenvolva harmonicamente, prejudicando, principalmente, sua população.

Os fatos estão aí, não podemos ignorá-los, não podemos fugir da realidade. É inconcebível  permitirmos que o poder constituido para administrar a cidade, de acordo com os anseios e necessidades de sua população, continue ignorando o segundo distrito cabofriense. Tamoios merece respeito e tratamento digno, mas isso só vai ocorrer quando o poder público se debruçar sobre essa situação e trabalhar definitivamente. Chega de conversa !!!

A área territorial de Tamoios, oferece ainda muitos vazios urbanos que podem ser trabalhados, onde podem ser implantados pólos de desenvolvimento sustentáveis, com todos os aspectos que lhe são inerentes. O planejamento territorial urbano vai ordenar o crescimento local, minimizando os problemas gerados pela urbanização desorganizada. Em Tamoios, são necessárias ações para resolver problemas imediatamente, a população está saturada, não aguenta mais o descaso e a ausência dos serviços públicos básicos. Sem dúvidas, um choque de ordem deve ser compromisso do próximo prefeito, afinal, promessas não faltam. 

Entendo que o inconsciente coletivo de Cabo Frio precisa abraçar a idéia de que Tamoios poderá contribuir muito na indução do crescimento e do desenvolvimento da cidade, sobretudo pela relação entre a transformação do modelo econômico que a indústria do petróleo e gás poderá trazer e ageração de emprego e renda que poderá ser ofertada. É imperiosa a obrigagação de fazer do poder público para oferecer qualidade de vida a todos, é sua obrigação respeitar as leis e fazer valer a Constituição Federal, o Estatuto das Cidades, o plano diretor, entre outras leis, para o benefício de todos. O futuro da cidade de Cabo Frio passa pela ampliação da atividade turística e pelo planejamento territorial de Tamoios. Vamos pensar !!!

Bernardo Ariston

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O próximo passo.

     A Presidente Dilma tem razão, o Brasil precisa mesmo, pelo menos, ser o sexto país em índices sociais no mundo. Não deveria haver motivos para termos um índice de desenvolvimento humano tão ruim. Contudo, apesar de estarmos bem classificados no quesito economia, queimamos a língua quando falamos das condições de vida e de acesso do nosso povo. O Brasil está no caminho certo, porém, nossa situação poderia ser bem mais confortável. Lamentavelmente nossa dívida social é muito alta, o brasileiro esteve em segundo plano durante muito tempo e agora, na hora que começamos a avançar, arrastamos esse peso.

   Nossa história é clara, fala por si. Apesar de muitos autores passarem a idéia de que nossos colonizadores eram heróicos navegadores portugueses, que "descobriram" o Brasil, ou os bravos bandeirantes, ou os missionários que aqui chegaram, que se esforçaram por trazer a civilização, o progresso e a fé cristã para os índios pecadores, nascemos colônia de exploração e até o século 19 éramos uma sociedade agrária, latifundiária, patriarcal e escravista. Com esse modelo retrógrado e desumano o Brasil manteve por mais de 300 anos uma economia baseada no setor primário e garantida pela ignorância da maior parte da população. Esse modelo, em linhas gerais, acabou por formar uma sociedade extremamente desigual e injusta, com um povo sem chances e sem acesso, principalmente acesso à ferramenta mais importante para mudar sua condição: a educação. 

     Quando da visita da Presidente Dilma aos EUA, no mês passado, ficou clara a intenção do Brasil de investir mais na educação de nível superior, sobretudo no âmbito tecnológico e científico. De fato precisamos investir nessas áreas para podermos acompanhar o desenvolvimento mundial, mas precisamos ao mesmo tempo e com mais investimentos, garantir a educação fundamental de qualidade para a totalidade do povo brasileiro, sem distinção, sem preconceitos e sem injustiças, pois é esse nível de educação que vai garantir acesso, melhores condições de vida para todos e um Brasil mais justo e mais forte perante o mundo. Estar tecnologicamente preparado é fundamental, mas estou convencido de que o próximo passo para o Brasil continuar avançando é ter uma população educada, capaz não só de ler, mas capaz de interpretar, capaz de assimilar conhecimento, e capaz de operar as transformações que Brasil precisa, ou seja, o próximo passo é implementarmos uma política pública de educação que fortaleça a nação brasileira a partir da valorização e da capacitação real do indivíduo, com vistas a um futuro melhor.  

Bernardo Ariston.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O caminho que a cidade deve tomar.

     A cidade precisa ser eficiente, tem que dar resultado. O crescimento e o desenvolvimento econômico precisam ser reais e a população precisa ter qualidade de vida e justiça social. A cidade precisa estar em consonância com o Estado, com a União e com os demais entes do poder público. Na busca pelo desenvolvimento a cidade precisa explorar suas vocações naturais e criar novas oportunidades. A cidade precisa viabilizar o acesso ao conhecimento e à informação para a sua população, precisa oferecer uma educação de vanguarda e de qualidade. A cidade precisa viabilizar a saúde pública, prezando pela saúde preventiva, que atenda com conforto e qualidade a totalidade da população e que tenha todos os níveis de atendimento ou que participe de um consórcio regional para o mesmo fim. A cidade precisa de uma política fiscal capaz de incentivar e estimular o crescimento e o fortalecimento do comércio e da indústria local. Em fim, a cidade precisa de políticas públicas estruturantes e sólidas, definidas estrategicamente, que lhe garantam resultados positivos e viabilidade. 

     A cidade tem sua dinâmica, sua vida própria, ela é mutável, segue crescendo naturalmente. Por isso, não podemos permitir que ela cresça de qualquer forma, sob pena de amanhã termos uma cidade que não ofereça qualidade de vida aos seus habitantes, que se inviabilize porque cresceu de forma equivocada. A cidade precisa saber onde estão seus gargalos, quais são seus problemas e suas deficiências, para poder superá-los. A cidade tem que ser pró ativa e sua administração tem que estar em consonância com os anseios e com as necessidades da população. 

     A cidade como um todo precisa saber o que quer, precisa se livrar de seus fantasmas e seguir em frente. Não podemos mais tolerar a desordem, o desperdício, o roubo, a corrupção, o inchaço da máquina pública e a falta de objetividade nas ações do poder público, entre outras coisas. O caminho que a cidade deve tomar é o da consciência coletiva para um futuro mais justo, digno e equilibrado, onde desenvolvimento econômico, geração de emprego, geração de renda, qualidade de vida e sustentabilidade sejam suas premissas. A decisão é nossa e vamos materializa-la na escolha de nossos representantes. Quem aponta o caminho somos nós. Vamos em frente !!! 


 Bernardo Ariston

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Rio+20 e o desenvolvimento local

     Após vinte anos da realização da Rio 92, a cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber, no mês de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável e a elaboração de uma nova agenda sobre o tema para as próximas décadas. 

     A Rio+20 poderá fornecer muitos elementos para que o desenvolvimento sustentável seja um paradigma da economia mundial. Seu sucesso vai depender do compromisso de países e instituições, como o FMI e o Banco Mundial, para colocar a economia global a caminho de uma economia verde e social, que poderá sintonizar o desenvolvimento com as necessidades do meio ambiente e da luta contra a pobreza. 

     A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza poderá ser um caminho para o crescimento e para o desenvolvimento sócio econômico. Desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações e a economia verde preconiza as novas formas de se buscar o crescimento econômico produzindo riqueza, gerando novos empregos, e ao mesmo tempo, promovendo a sustentabilidade em escalas que vão da local à global.

     Estar em sintonia com essas questões no plano local é muito importante para o futuro de qualquer cidade. Assim sendo, é fundamental estarmos antenados e comprometidos com esses modelos, pois eles serão essenciais para a consolidação do Brasil como potência mundial. Sair do discurso eleitoreiro que promove o inatingível e partir para a apresentação e implementação de um planejamento estratégico que contemple o desenvolvimento sustentável como modelo de crescimento e de desenvolvimento econômico, poderá representar o diferencial para o sucesso dos futuros prefeitos e de suas administrações. Mais do que nunca temos a obrigação de pensar globalmente e agir localmente se desejamos uma sociedade mais justa e desenvolvida. Vamos em frente !!!

Bernardo Ariston

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Crescimento e Desenvolvimento econômico

     É de extrema importância sabermos diferenciar crescimento econômico de desenvolvimento econômico. É possível crescer sem atingir um melhor nível de desenvolvimento. Crescimento econômico é o aumento da capacidade produtiva da economia é o crescimento da produção de bens e serviços, é definido basicamente pelo índice de crescimento anual do Produto Nacional Bruto, per capita. 

     Apesar do índice brasileiro de desenvolvimento social continuar defasado, continuar aquém da nossa necessidade e continuar ancorando nosso desenvolvimento econômico, a economia brasileira está favorável ao consumo, ao acesso ao crédito e ao financiamento, o real está bem cotado, há uma sensação de crescimento econômico e estabilidade. É inegável que o país esteja crescendo, é imprescindível termos desenvolvimento econômico para não ficarmos estagnados no tempo, sem acessos, sem qualidade de vida e sem possibilidades para melhorar como sociedade.

     No plano local, Cabo Frio precisa de planejamento estratégico para crescer economicamente. Precisa valorizar sua história, suas vocações naturais e entender seu destino. É imperativo definir um projeto de desenvolvimento econômico local, que passe pelo turismo, pela implantação da indústria do petróleo e gás, pela indústria da pesca, pela geração de energia, pela construção civil e pela oferta de educação técnica e profissional. Um projeto que priorize, acima de tudo, a geração de emprego e renda, o fortalecimento do comércio e a circulação do dinheiro, um projeto que contemple a questão do desenvolvimento sustentável, do desenvolvimento urbano e da ordem pública, um projeto que tenha como vantagens a proximidade com a Capital, os acessos rodoviários, o aeroporto internacional, a proximidade com o pré sal, a logística oferecida, as áreas para a expansão urbana, o acesso pelo mar, a natureza e os serviços públicos e privados, entre outras vantagens importantes. 

     Crescimento econômico com desenvolvimento econômico promovem inclusão social. Por isso é inaceitável Cabo Frio, que tem um orçamento milionário, não apresentar crescimento e desenvolvimento econômico compatíveis com sua realidade, de acordo com suas finanças e sua importância no quadro regional. Definir um plano de trabalho e organizar o orçamento e sua aplicação, serão tarefas fundamentais para a consecução de um plano de desenvolvimento futuro. O grande desafio será romper com idéias retrogradas e fechadas em seus interesses menores, para enfrentar os desafios do novo e o preço que se paga para romper a mesmice.

Bernardo Ariston

Educação: o progresso de uma nação - II

     Acredito que a educação é o caminho para a consolidação do Brasil como potência mundial, bem como, acredito que o modelo de política educacional a ser adotado definitivamente em nosso país, deve ser indutor de uma educação formadora de cidadãos capazes de operar as transformações que a nação necessita. Promover o desenvolvimento através do saber e promover a diminuição das desigualdades sociais, nos conduzirá ao patamar de nação desenvolvida. Mas como chegar lá ?!?

     O princípio orientador do PMDB para a educação é pela sua universalização e pela universalização do conhecimento Libertador, ou seja, o PMDB defende o acesso da totalidade da população à educação de qualidade e a consequente capacitação de cada cidadão, em condições de igualdade, para um futuro mais justo e digno.  O PMDB defende “fazer, a partir da transformação do ensino médio, uma revolução de qualidade do ensino público em todos os níveis”, além disso, “adotar um ensino capacitador, com foco no básico – análise verbal (português) e análise numérica (matemática)”, como também, “universalizar o turno de seis horas nas escolas públicas, principalmente no nível de ensino fundamental” e  “priorizar a inclusão digital como complemento indispensável às iniciativas prioritárias na área de educação”. 

     Os pontos abordados acima, fazem parte da síntese das idéias que formam o documento “PMDB - Um Programa para o Brasil”. Esses pontos estão alicerçados no entendimento de que o Estado brasileiro precisa investir mais por aluno do estudo fundamental e precisa criar um escola que seja o principal objetivo do jovem brasileiro, iniciando assim a idéia da universalização da educação. Os profissionais da educação precisam estar à frente dessas mudanças, precisam ter protagonismo e condições reais para cumprirem sua  missão de incluir o povo brasileiro no “mundo do saber”. Nossos políticos e gestores precisam se comprometer com essa idéia, sob pena de permitirem o atraso do Brasil em relação a outras Nações e nosso povo precisa entender a importância do voto para a promoção dessas mudanças, sob pena de continuarmos permitindo o aumento crescente da desigualdade social brasileira.


Bernardo Ariston

terça-feira, 10 de abril de 2012

Educação: o progresso de uma nação.

     No dia 03 deste mês o Jornal da Globo apresentou uma matéria sobre o mal desempenho dos alunos do ensino fundamental dos Estados Unidos da América e como este fato pode comprometer a liderança mundial do país no século XXI. A matéria apresentou dados relevantes de um estudo feito pelas universidades americanas de Harvard e Stanford que demonstram que os EUA estão despencando na tebela internacional de desempenho da educação, bem como, apresentou um alerta no sentido de que se a educação básica Americana continuar como está, o país vai seguir o caminho da decadência e da perda da liderança mundial.

     Achei a matéria muito oportuna, sobretudo pelo fato de que, com base em seus argumentos, podemos trazer para a realidade brasileira preocupaçāo semelhante. Não diria preocupação no sentido de termos nossa liderança mundial ameaçada, pois essa não é nossa condição perante o mundo, mas preocupaçāo de entrarmos no caminho da decadência antes mesmo de nos consolidarmos como a sexta economia mundial. Vale lembrar que alcançamos esse patamar em função do aumento do consumo das classes "c" e "d", mas sem levarmos em consideração os índices de desenvolvimento humano e social, bem como sem considerarmos o fato de que o Brasil se encontra em octagésimo oitavo lugar no ranking de educação da ONU. Isso incomoda, pois uma nação que deseja alcançar o patamar de "desenvolvida", precisa eleger a educação como elemento estruturante e precisa priorizá-la indistintamente para a plenitude de uma sociedade que tenha o saber e o conhecimento como alavancas de seu próprio desenvolvimento. Isso ainda não fizemos.

     Segundo o Itamaraty, na visita da Presidente Dilma à Washington, essa semana, para retribuir a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, predominaram temas relacionados ao comércio, a educação e as agendas regional e global. Após, Dilma foi a Boston, onde visitou duas universidades e se encontrou com estudantes, cientistas e bolsistas brasileiros. Percebemos, então, que há uma certa preocupaçāo com a questão da educação, porém ainda insipiente. Fundamental para o Brasil é o lançamento definitivo de uma politica pública estruturante de educação, que contemple todos os quesitos do tema e que seja capaz de nos colocar numa posição mais confortável perante o mundo. O fundamento e o objeto dessa política estruturante deve ser a inclusão da totalidade de nossa população no "mundo do saber". Precisamos de uma educação formadora de cidadãos capazes de operar as transformações que o nosso país necessita, nos dando independência e o protagonismo que uma nação desenvolvida deve ter.


Bernardo Ariston

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nada na vida é em vão


"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará... tudo muda o tempo todo, no mundo...". Com essas palavras o genial Lulu Santos mexeu com o pensamento de muitas pessoas. No fundo, acho que ele quer dizer simplesmente que a vida deve ser vivida em sua plenitude e nenhuma experiência deve ser desprezada, pois as coisas realmente mudam ao longo do tempo. E neste sentido, é o que vivemos que servirá de alicerce para as experiências que virão. Não considerar determinadas situações não é inteligente, muito pelo contrário, pois não ter referencial é um fator de insegurança muito grande, sobretudo para aqueles que se propõem a promover mudanças, sejam pessoais ou coletivas. As vezes dar um passo atrás é a unica  alternativa para não cair no precipício, porém, nem todos tem essa percepção e alguns insistem em avançar para o abismo a ponto de comprometer e prejudicar outras pessoas. Em Cabo Frio vemos isso claramente.

Poder voltar a Folha dos Lagos num momento como o que estamos passando é muito gratificante. Nos últimos anos me dediquei a vida pública representando o povo do Rio de Janeiro, na Câmara dos Deputados em Brasília. Dessa experiência procuro dar voz ao que aprendi de melhor para seguir na vida pública, buscando fazer a diferença. Não posso, entretanto, em função das referências que tenho, esquecer daqueles que sempre estiveram ao meu lado. Por esta razão devo ser claro e objetivo, e reafirmar o que venho dizendo ao longo destes anos: não compactuo com a cena política da Cabo Frio de hoje, onde os poderosos defendem apenas seus interesses particulares. Não posso ser irresponsável e esquecer quem foram e quem são os meus adversários políticos, sobretudo porque eles são adversários da construção de um projeto coletivo de inclusão política. Não posso romper meu compromisso com a realidade e nem com aqueles que depositaram em mim a confiança para representá-los, simplesmente para fazer arranjos eleitorais.

Exatamente por nada na vida ser em vão é que continuo firme nos meus propósitos. Acredito que podemos construir um futuro melhor e mais justo para a coletividade a partir da inclusão de todos no processo político e nas decisões que pautarão o nosso futuro.  Um novo paradigma político torna-se imperativo e seu fundamento deve ser atender aos anseios e às necessidades de todos. A cidade não pode mais ficar refém de uma classe de políticos que privilegia pequenos grupos e seus interesses mesquinhos. A política deve ser soberana estendendo-se generosamente a todos os cidadãos. Não haverá futuro sem justiça social e participação, essa é a essência para dias melhores, com eles pavimento o meu caminho.

Bernardo Ariston 

Um dia atrás do outro

Diz o ditado popular que “o tempo é o Sr da razão” e com certeza esse ensinamento é verdadeiro e muito útil. Tem outro que diz que “a pressa é inimiga da perfeição” e outro ainda diz que “não tem nada melhor do que um dia atrás do outro”. Particularmente me valho dos três ditados para a minha vida e acho que o ponto de convergência dos três, o que seria a moral da história,  é simplesmente o fato de que se podemos ter calma e se podemos usar a razão para nossas tomadas de decisões, porque não tê-la e não usá-la ?!? No mundo da política as coisas acabam acontecendo com muita velocidade e há uma tendência à emocionalização exacerbada em alguns momentos. A paixão na política é frequente e a necessidade de decisões rápidas também, mas isso não significa que na política devemos agir sem pensar e de forma atabalhoada, muito pelo contrário,  se trabalharmos com planejamento e com metas, as tomadas de decisões ficam mais seguras, sobretudo se forem respaldadas pelo equilíbrio necessário.

Vivemos atualmente um momento delicado e turvo na política cabofriense. São várias  dúvidas e  indefinições que acabam deixando o tabuleiro do jogo desarrumado, atrapalhando assim boa parte das articulações. Em momentos como esse os “cientistas políticos” de plantão, que aliás não são poucos, semeiam as ruas com versões inverossímeis e acabam criando a fofoca e o disse me disse típico das esquinas locais. A cidade acaba ficando em polvorosa e as versões assumem o lugar dos fatos, cegando as pessoas e atendendo aos interesses escusos daqueles que exploram a balbúrdia como instrumento para a promoção de suas vontades. O “disse me disse” é mais rápido do que rastilho de pólvora queimando e deixa todo mundo desorientado. Nesse contexto surgem os arranjos impossíveis, as idéias absurdas e as parcerias descabidas, justificadas pelas teorias mais esdrúxulas que podemos imaginar. O peso político de cada grupo começa a ser medido desproporcionalmente e a valorização do indivíduo se dá de forma latente, sobrepujando o coletivo. Ou seja, o partido político não importa, o que passa a ter valor é a pessoa e o que ela tem. Ledo engano.

Ao fazer uma avaliação desse contexto me permito dizer que considero realmente que a situação ainda não é boa, mas pode mudar. O novo ainda não teve chance, de repente ele pode surgir engolindo todo o status quo e mostrando definitivamente à população que as amarras podem ser rompidas agora, bastando ter coragem e conteúdo para enfrentar. Cabo Frio precisa dizer o que quer e para onde quer ir, precisa escolher um timoneiro destemido e capaz para enfrentar as tormentas desse mar revolto e cheio de tubarões. O novo tem que ser viável, tem que ter experiência e capilaridade política para conversar e se relacionar com os demais atores políticos. O novo precisa respeitar seu partido político e sua história partidária, precisa transmitir ao povo segurança e equilíbrio, precisa ter um discurso progressista que se transforme em ações concretas e efetivas. O novo, necessariamente, precisa ser aquele que consiga atravessar esse momento sem se entregar às teses e às práticas dos que aí estão, precisa ser aquele que aglutine a grande massa e outros partidos para uma caminhada definitiva rumo a dias melhores. Não nos espantemos, afirmo com tranquilidade, o novo está por vir, estará na luta de forma confortável e segura. Como o “tempo é o Sr da razão” e a “pressa é inimiga da perfeição”, com calma e com a razão, vivendo um dia atrás do outro, chegaremos lá !!!

Bernardo Ariston