segunda-feira, 30 de abril de 2012

O caminho que a cidade deve tomar.

     A cidade precisa ser eficiente, tem que dar resultado. O crescimento e o desenvolvimento econômico precisam ser reais e a população precisa ter qualidade de vida e justiça social. A cidade precisa estar em consonância com o Estado, com a União e com os demais entes do poder público. Na busca pelo desenvolvimento a cidade precisa explorar suas vocações naturais e criar novas oportunidades. A cidade precisa viabilizar o acesso ao conhecimento e à informação para a sua população, precisa oferecer uma educação de vanguarda e de qualidade. A cidade precisa viabilizar a saúde pública, prezando pela saúde preventiva, que atenda com conforto e qualidade a totalidade da população e que tenha todos os níveis de atendimento ou que participe de um consórcio regional para o mesmo fim. A cidade precisa de uma política fiscal capaz de incentivar e estimular o crescimento e o fortalecimento do comércio e da indústria local. Em fim, a cidade precisa de políticas públicas estruturantes e sólidas, definidas estrategicamente, que lhe garantam resultados positivos e viabilidade. 

     A cidade tem sua dinâmica, sua vida própria, ela é mutável, segue crescendo naturalmente. Por isso, não podemos permitir que ela cresça de qualquer forma, sob pena de amanhã termos uma cidade que não ofereça qualidade de vida aos seus habitantes, que se inviabilize porque cresceu de forma equivocada. A cidade precisa saber onde estão seus gargalos, quais são seus problemas e suas deficiências, para poder superá-los. A cidade tem que ser pró ativa e sua administração tem que estar em consonância com os anseios e com as necessidades da população. 

     A cidade como um todo precisa saber o que quer, precisa se livrar de seus fantasmas e seguir em frente. Não podemos mais tolerar a desordem, o desperdício, o roubo, a corrupção, o inchaço da máquina pública e a falta de objetividade nas ações do poder público, entre outras coisas. O caminho que a cidade deve tomar é o da consciência coletiva para um futuro mais justo, digno e equilibrado, onde desenvolvimento econômico, geração de emprego, geração de renda, qualidade de vida e sustentabilidade sejam suas premissas. A decisão é nossa e vamos materializa-la na escolha de nossos representantes. Quem aponta o caminho somos nós. Vamos em frente !!! 


 Bernardo Ariston

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Rio+20 e o desenvolvimento local

     Após vinte anos da realização da Rio 92, a cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber, no mês de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável e a elaboração de uma nova agenda sobre o tema para as próximas décadas. 

     A Rio+20 poderá fornecer muitos elementos para que o desenvolvimento sustentável seja um paradigma da economia mundial. Seu sucesso vai depender do compromisso de países e instituições, como o FMI e o Banco Mundial, para colocar a economia global a caminho de uma economia verde e social, que poderá sintonizar o desenvolvimento com as necessidades do meio ambiente e da luta contra a pobreza. 

     A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza poderá ser um caminho para o crescimento e para o desenvolvimento sócio econômico. Desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações e a economia verde preconiza as novas formas de se buscar o crescimento econômico produzindo riqueza, gerando novos empregos, e ao mesmo tempo, promovendo a sustentabilidade em escalas que vão da local à global.

     Estar em sintonia com essas questões no plano local é muito importante para o futuro de qualquer cidade. Assim sendo, é fundamental estarmos antenados e comprometidos com esses modelos, pois eles serão essenciais para a consolidação do Brasil como potência mundial. Sair do discurso eleitoreiro que promove o inatingível e partir para a apresentação e implementação de um planejamento estratégico que contemple o desenvolvimento sustentável como modelo de crescimento e de desenvolvimento econômico, poderá representar o diferencial para o sucesso dos futuros prefeitos e de suas administrações. Mais do que nunca temos a obrigação de pensar globalmente e agir localmente se desejamos uma sociedade mais justa e desenvolvida. Vamos em frente !!!

Bernardo Ariston

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Crescimento e Desenvolvimento econômico

     É de extrema importância sabermos diferenciar crescimento econômico de desenvolvimento econômico. É possível crescer sem atingir um melhor nível de desenvolvimento. Crescimento econômico é o aumento da capacidade produtiva da economia é o crescimento da produção de bens e serviços, é definido basicamente pelo índice de crescimento anual do Produto Nacional Bruto, per capita. 

     Apesar do índice brasileiro de desenvolvimento social continuar defasado, continuar aquém da nossa necessidade e continuar ancorando nosso desenvolvimento econômico, a economia brasileira está favorável ao consumo, ao acesso ao crédito e ao financiamento, o real está bem cotado, há uma sensação de crescimento econômico e estabilidade. É inegável que o país esteja crescendo, é imprescindível termos desenvolvimento econômico para não ficarmos estagnados no tempo, sem acessos, sem qualidade de vida e sem possibilidades para melhorar como sociedade.

     No plano local, Cabo Frio precisa de planejamento estratégico para crescer economicamente. Precisa valorizar sua história, suas vocações naturais e entender seu destino. É imperativo definir um projeto de desenvolvimento econômico local, que passe pelo turismo, pela implantação da indústria do petróleo e gás, pela indústria da pesca, pela geração de energia, pela construção civil e pela oferta de educação técnica e profissional. Um projeto que priorize, acima de tudo, a geração de emprego e renda, o fortalecimento do comércio e a circulação do dinheiro, um projeto que contemple a questão do desenvolvimento sustentável, do desenvolvimento urbano e da ordem pública, um projeto que tenha como vantagens a proximidade com a Capital, os acessos rodoviários, o aeroporto internacional, a proximidade com o pré sal, a logística oferecida, as áreas para a expansão urbana, o acesso pelo mar, a natureza e os serviços públicos e privados, entre outras vantagens importantes. 

     Crescimento econômico com desenvolvimento econômico promovem inclusão social. Por isso é inaceitável Cabo Frio, que tem um orçamento milionário, não apresentar crescimento e desenvolvimento econômico compatíveis com sua realidade, de acordo com suas finanças e sua importância no quadro regional. Definir um plano de trabalho e organizar o orçamento e sua aplicação, serão tarefas fundamentais para a consecução de um plano de desenvolvimento futuro. O grande desafio será romper com idéias retrogradas e fechadas em seus interesses menores, para enfrentar os desafios do novo e o preço que se paga para romper a mesmice.

Bernardo Ariston

Educação: o progresso de uma nação - II

     Acredito que a educação é o caminho para a consolidação do Brasil como potência mundial, bem como, acredito que o modelo de política educacional a ser adotado definitivamente em nosso país, deve ser indutor de uma educação formadora de cidadãos capazes de operar as transformações que a nação necessita. Promover o desenvolvimento através do saber e promover a diminuição das desigualdades sociais, nos conduzirá ao patamar de nação desenvolvida. Mas como chegar lá ?!?

     O princípio orientador do PMDB para a educação é pela sua universalização e pela universalização do conhecimento Libertador, ou seja, o PMDB defende o acesso da totalidade da população à educação de qualidade e a consequente capacitação de cada cidadão, em condições de igualdade, para um futuro mais justo e digno.  O PMDB defende “fazer, a partir da transformação do ensino médio, uma revolução de qualidade do ensino público em todos os níveis”, além disso, “adotar um ensino capacitador, com foco no básico – análise verbal (português) e análise numérica (matemática)”, como também, “universalizar o turno de seis horas nas escolas públicas, principalmente no nível de ensino fundamental” e  “priorizar a inclusão digital como complemento indispensável às iniciativas prioritárias na área de educação”. 

     Os pontos abordados acima, fazem parte da síntese das idéias que formam o documento “PMDB - Um Programa para o Brasil”. Esses pontos estão alicerçados no entendimento de que o Estado brasileiro precisa investir mais por aluno do estudo fundamental e precisa criar um escola que seja o principal objetivo do jovem brasileiro, iniciando assim a idéia da universalização da educação. Os profissionais da educação precisam estar à frente dessas mudanças, precisam ter protagonismo e condições reais para cumprirem sua  missão de incluir o povo brasileiro no “mundo do saber”. Nossos políticos e gestores precisam se comprometer com essa idéia, sob pena de permitirem o atraso do Brasil em relação a outras Nações e nosso povo precisa entender a importância do voto para a promoção dessas mudanças, sob pena de continuarmos permitindo o aumento crescente da desigualdade social brasileira.


Bernardo Ariston

terça-feira, 10 de abril de 2012

Educação: o progresso de uma nação.

     No dia 03 deste mês o Jornal da Globo apresentou uma matéria sobre o mal desempenho dos alunos do ensino fundamental dos Estados Unidos da América e como este fato pode comprometer a liderança mundial do país no século XXI. A matéria apresentou dados relevantes de um estudo feito pelas universidades americanas de Harvard e Stanford que demonstram que os EUA estão despencando na tebela internacional de desempenho da educação, bem como, apresentou um alerta no sentido de que se a educação básica Americana continuar como está, o país vai seguir o caminho da decadência e da perda da liderança mundial.

     Achei a matéria muito oportuna, sobretudo pelo fato de que, com base em seus argumentos, podemos trazer para a realidade brasileira preocupaçāo semelhante. Não diria preocupação no sentido de termos nossa liderança mundial ameaçada, pois essa não é nossa condição perante o mundo, mas preocupaçāo de entrarmos no caminho da decadência antes mesmo de nos consolidarmos como a sexta economia mundial. Vale lembrar que alcançamos esse patamar em função do aumento do consumo das classes "c" e "d", mas sem levarmos em consideração os índices de desenvolvimento humano e social, bem como sem considerarmos o fato de que o Brasil se encontra em octagésimo oitavo lugar no ranking de educação da ONU. Isso incomoda, pois uma nação que deseja alcançar o patamar de "desenvolvida", precisa eleger a educação como elemento estruturante e precisa priorizá-la indistintamente para a plenitude de uma sociedade que tenha o saber e o conhecimento como alavancas de seu próprio desenvolvimento. Isso ainda não fizemos.

     Segundo o Itamaraty, na visita da Presidente Dilma à Washington, essa semana, para retribuir a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, predominaram temas relacionados ao comércio, a educação e as agendas regional e global. Após, Dilma foi a Boston, onde visitou duas universidades e se encontrou com estudantes, cientistas e bolsistas brasileiros. Percebemos, então, que há uma certa preocupaçāo com a questão da educação, porém ainda insipiente. Fundamental para o Brasil é o lançamento definitivo de uma politica pública estruturante de educação, que contemple todos os quesitos do tema e que seja capaz de nos colocar numa posição mais confortável perante o mundo. O fundamento e o objeto dessa política estruturante deve ser a inclusão da totalidade de nossa população no "mundo do saber". Precisamos de uma educação formadora de cidadãos capazes de operar as transformações que o nosso país necessita, nos dando independência e o protagonismo que uma nação desenvolvida deve ter.


Bernardo Ariston

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nada na vida é em vão


"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará... tudo muda o tempo todo, no mundo...". Com essas palavras o genial Lulu Santos mexeu com o pensamento de muitas pessoas. No fundo, acho que ele quer dizer simplesmente que a vida deve ser vivida em sua plenitude e nenhuma experiência deve ser desprezada, pois as coisas realmente mudam ao longo do tempo. E neste sentido, é o que vivemos que servirá de alicerce para as experiências que virão. Não considerar determinadas situações não é inteligente, muito pelo contrário, pois não ter referencial é um fator de insegurança muito grande, sobretudo para aqueles que se propõem a promover mudanças, sejam pessoais ou coletivas. As vezes dar um passo atrás é a unica  alternativa para não cair no precipício, porém, nem todos tem essa percepção e alguns insistem em avançar para o abismo a ponto de comprometer e prejudicar outras pessoas. Em Cabo Frio vemos isso claramente.

Poder voltar a Folha dos Lagos num momento como o que estamos passando é muito gratificante. Nos últimos anos me dediquei a vida pública representando o povo do Rio de Janeiro, na Câmara dos Deputados em Brasília. Dessa experiência procuro dar voz ao que aprendi de melhor para seguir na vida pública, buscando fazer a diferença. Não posso, entretanto, em função das referências que tenho, esquecer daqueles que sempre estiveram ao meu lado. Por esta razão devo ser claro e objetivo, e reafirmar o que venho dizendo ao longo destes anos: não compactuo com a cena política da Cabo Frio de hoje, onde os poderosos defendem apenas seus interesses particulares. Não posso ser irresponsável e esquecer quem foram e quem são os meus adversários políticos, sobretudo porque eles são adversários da construção de um projeto coletivo de inclusão política. Não posso romper meu compromisso com a realidade e nem com aqueles que depositaram em mim a confiança para representá-los, simplesmente para fazer arranjos eleitorais.

Exatamente por nada na vida ser em vão é que continuo firme nos meus propósitos. Acredito que podemos construir um futuro melhor e mais justo para a coletividade a partir da inclusão de todos no processo político e nas decisões que pautarão o nosso futuro.  Um novo paradigma político torna-se imperativo e seu fundamento deve ser atender aos anseios e às necessidades de todos. A cidade não pode mais ficar refém de uma classe de políticos que privilegia pequenos grupos e seus interesses mesquinhos. A política deve ser soberana estendendo-se generosamente a todos os cidadãos. Não haverá futuro sem justiça social e participação, essa é a essência para dias melhores, com eles pavimento o meu caminho.

Bernardo Ariston 

Um dia atrás do outro

Diz o ditado popular que “o tempo é o Sr da razão” e com certeza esse ensinamento é verdadeiro e muito útil. Tem outro que diz que “a pressa é inimiga da perfeição” e outro ainda diz que “não tem nada melhor do que um dia atrás do outro”. Particularmente me valho dos três ditados para a minha vida e acho que o ponto de convergência dos três, o que seria a moral da história,  é simplesmente o fato de que se podemos ter calma e se podemos usar a razão para nossas tomadas de decisões, porque não tê-la e não usá-la ?!? No mundo da política as coisas acabam acontecendo com muita velocidade e há uma tendência à emocionalização exacerbada em alguns momentos. A paixão na política é frequente e a necessidade de decisões rápidas também, mas isso não significa que na política devemos agir sem pensar e de forma atabalhoada, muito pelo contrário,  se trabalharmos com planejamento e com metas, as tomadas de decisões ficam mais seguras, sobretudo se forem respaldadas pelo equilíbrio necessário.

Vivemos atualmente um momento delicado e turvo na política cabofriense. São várias  dúvidas e  indefinições que acabam deixando o tabuleiro do jogo desarrumado, atrapalhando assim boa parte das articulações. Em momentos como esse os “cientistas políticos” de plantão, que aliás não são poucos, semeiam as ruas com versões inverossímeis e acabam criando a fofoca e o disse me disse típico das esquinas locais. A cidade acaba ficando em polvorosa e as versões assumem o lugar dos fatos, cegando as pessoas e atendendo aos interesses escusos daqueles que exploram a balbúrdia como instrumento para a promoção de suas vontades. O “disse me disse” é mais rápido do que rastilho de pólvora queimando e deixa todo mundo desorientado. Nesse contexto surgem os arranjos impossíveis, as idéias absurdas e as parcerias descabidas, justificadas pelas teorias mais esdrúxulas que podemos imaginar. O peso político de cada grupo começa a ser medido desproporcionalmente e a valorização do indivíduo se dá de forma latente, sobrepujando o coletivo. Ou seja, o partido político não importa, o que passa a ter valor é a pessoa e o que ela tem. Ledo engano.

Ao fazer uma avaliação desse contexto me permito dizer que considero realmente que a situação ainda não é boa, mas pode mudar. O novo ainda não teve chance, de repente ele pode surgir engolindo todo o status quo e mostrando definitivamente à população que as amarras podem ser rompidas agora, bastando ter coragem e conteúdo para enfrentar. Cabo Frio precisa dizer o que quer e para onde quer ir, precisa escolher um timoneiro destemido e capaz para enfrentar as tormentas desse mar revolto e cheio de tubarões. O novo tem que ser viável, tem que ter experiência e capilaridade política para conversar e se relacionar com os demais atores políticos. O novo precisa respeitar seu partido político e sua história partidária, precisa transmitir ao povo segurança e equilíbrio, precisa ter um discurso progressista que se transforme em ações concretas e efetivas. O novo, necessariamente, precisa ser aquele que consiga atravessar esse momento sem se entregar às teses e às práticas dos que aí estão, precisa ser aquele que aglutine a grande massa e outros partidos para uma caminhada definitiva rumo a dias melhores. Não nos espantemos, afirmo com tranquilidade, o novo está por vir, estará na luta de forma confortável e segura. Como o “tempo é o Sr da razão” e a “pressa é inimiga da perfeição”, com calma e com a razão, vivendo um dia atrás do outro, chegaremos lá !!!

Bernardo Ariston