terça-feira, 10 de abril de 2012

Educação: o progresso de uma nação.

     No dia 03 deste mês o Jornal da Globo apresentou uma matéria sobre o mal desempenho dos alunos do ensino fundamental dos Estados Unidos da América e como este fato pode comprometer a liderança mundial do país no século XXI. A matéria apresentou dados relevantes de um estudo feito pelas universidades americanas de Harvard e Stanford que demonstram que os EUA estão despencando na tebela internacional de desempenho da educação, bem como, apresentou um alerta no sentido de que se a educação básica Americana continuar como está, o país vai seguir o caminho da decadência e da perda da liderança mundial.

     Achei a matéria muito oportuna, sobretudo pelo fato de que, com base em seus argumentos, podemos trazer para a realidade brasileira preocupaçāo semelhante. Não diria preocupação no sentido de termos nossa liderança mundial ameaçada, pois essa não é nossa condição perante o mundo, mas preocupaçāo de entrarmos no caminho da decadência antes mesmo de nos consolidarmos como a sexta economia mundial. Vale lembrar que alcançamos esse patamar em função do aumento do consumo das classes "c" e "d", mas sem levarmos em consideração os índices de desenvolvimento humano e social, bem como sem considerarmos o fato de que o Brasil se encontra em octagésimo oitavo lugar no ranking de educação da ONU. Isso incomoda, pois uma nação que deseja alcançar o patamar de "desenvolvida", precisa eleger a educação como elemento estruturante e precisa priorizá-la indistintamente para a plenitude de uma sociedade que tenha o saber e o conhecimento como alavancas de seu próprio desenvolvimento. Isso ainda não fizemos.

     Segundo o Itamaraty, na visita da Presidente Dilma à Washington, essa semana, para retribuir a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, predominaram temas relacionados ao comércio, a educação e as agendas regional e global. Após, Dilma foi a Boston, onde visitou duas universidades e se encontrou com estudantes, cientistas e bolsistas brasileiros. Percebemos, então, que há uma certa preocupaçāo com a questão da educação, porém ainda insipiente. Fundamental para o Brasil é o lançamento definitivo de uma politica pública estruturante de educação, que contemple todos os quesitos do tema e que seja capaz de nos colocar numa posição mais confortável perante o mundo. O fundamento e o objeto dessa política estruturante deve ser a inclusão da totalidade de nossa população no "mundo do saber". Precisamos de uma educação formadora de cidadãos capazes de operar as transformações que o nosso país necessita, nos dando independência e o protagonismo que uma nação desenvolvida deve ter.


Bernardo Ariston

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