segunda-feira, 28 de maio de 2012

Postura de vanguarda.

A atividade turística, ao longo das últimas décadas, vem se tornando uma das principais atividades econômicas do Brasil. Em 2003 o Presidente Lula criou o Ministério do Turismo, com a missão de "desenvolver o turismo como uma atividade econômica sustentável, com papel relevante na geração de empregos e divisas, proporcionando a inclusão social". Trabalhando de forma descentralizada e com planejamento estratégico o Ministério do Turismo se vale do Plano Nacional de Turismo como instrumento de planejamento e gestão. Não resta dúvidas sobre a importância da atividade turística como indutora do crescimento e do desenvolvimento econômico, sobretudo pela sua capacidade de gerar empregos e de dinamizar a circulação de divisas.

O Brasil tem todos os quesitos para que a atividade turistica seja pujante, sua geografia e suas peculiaridades ambientais proporcionam a prática de diversas modalidades do turismo. Cada vez mais precisamos gerar condições para ampliar a atividade e é aí que entra a importância dos municípios nesse processo. De acordo com o plano nacional de turismo, os "investimentos em infraestrutura e qualificação profissional vão permitir a organização de 65 destinos turísticos, distribuídos em todo o território nacional, dentro de um padrão internacional de mercado, proporcionando assim a entrada de US$ 7,7 bilhões em divisas para o Brasil".

Recentemente o município de Armação dos Búzios recebeu o título de Melhor Destino de Sol e Praia concedido pela feira Euroal 2012, na Espanha. De acordo com o Ministério do Turismo, "o Turismo de Sol e Praia constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor." Assim, podemos dizer que Búzios, pela sua fama mundial, é o abre alas da região dos lagos nessa questão e suas características naturais refletem as características de toda a região. Entretanto, enquanto Búzios já se estabeleceu como importante destino turístico as outras cidades ainda precisam avançar. No ambiente de Sol e Praia é possível realizar uma grande diversidade de atividades que abrangem, também, atividades de outros segmentos do turismo. O Turismo Náutico, o Ecoturismo, o Turismo de Aventura e o Turismo de Pesca são algumas das atividades turísticas que podem e devem acompanhar o turismo de sol e praia em nossa região, isso sem esquecer do turismo de negócios e eventos, que ao longo do ano pode manter a atividade aquecida.

Precisamos entender que nao bastam apenas as ações do governo federal, muito pelo contrário, os municipíos precisam induzir o crescimento da atividade turística criando as condições necessárias para que a iniciativa privada possa fazer a sua parte e isso só acontece com compromisso, vontade política e planejamento estratégico. Eu particularmente me sinto muito a vontade para falar do assunto pois, desde 1997 milito nessa atividade e tenho relevantes serviços prestados ao turismo regional, estadual e nacional. Respectivamente, implantei o Projeto Arraial do Cabo a Capital do Mergulho, fui diretor e vice presidente presidente da Turisrio e como Deputado Federal sou autor da lei nº 11.637, de 28 de Dezembro de 2007, que dispõe sobre o programa de qualificação dos serviços turísticos e do Selo de Qualidade Nacional de Turismo. Regionalmente falando, temos um potencial turístico enorme, mas uma atividade ainda insipiente, portanto, pensar e planejar o turismo em nossa região é assumir uma postura de vanguarda que certamente trará resultados positivos para todos.

Bernardo Ariston

domingo, 20 de maio de 2012

Melhorar a Saúde Pública é um desafio.


Até 1988 a saúde no Brasil não era universalizada, sua organização era voltada apenas para aqueles que contribuíam com a previdência. Com o processo de abertura política no Brasil, aos poucos um novo modelo foi sendo criado. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 nasce o Sistema Único de Saúde (SUS) com a proposta de garantir a toda população brasileira acesso ao atendimento público de saúde.
    
A saúde pública deve ter seu foco alinhado com as necessidades da sociedade. Isso é o óbvio, contudo, face a heterogeneidade da sociedade, deve-se levar em conta as diferenças, as características e as peculiaridades dos mais diversos grupos sociais que formam a totalidade da população. Em tese, a saúde pública deve ser regida a partir dos interesses sociais que o Estado representa e sendo um dos direitos fundamentais do cidadão cabe ao Estado organizar os sistemas e serviços de saúde, atuar nas questões determinantes do processo saúde-doença, controlar a incidência de doenças, promover as intervenções cabíveis e aplicar permanentemente as ações de vigilância sanitária. 
    
Em tese o SUS é uma beleza, mas na prática é um sofrimento para quem precisa. A forma como é gerido não garante o pleno acesso da população ao sistema. A ausência de gestores capacitados, na maioria das cidades, cria um ambiente desfavorável ao desenvolvimento da saúde pública. Faltam condições de atendimento e de tratamento digno e a corrupção ainda é um problema sério. Na maior parte das cidades brasileiras a gestão da saúde é ineficiente. O sistema  local precisa ser dimensionado adequadamente, precisa ser integrado e ter os níveis compatíveis de atendimento, seja de forma direta ou de forma indireta, através, por exemplo, dos consórcios intermunicipais de saúde, que particularmente eu defendo e, na sua impossibilidade, a implementação de todos os níveis da saúde pública em municípios com mais de 150 mil habitantes, ou seja, em cidades do porte de Cabo Frio ter os serviços de saúde de baixa, média e alta complexidade. 

Prezar por uma gestão de qualidade representa investir melhor os recursos, representa criar oportunidades, ter gestores e técnicos capazes, bem como,  planejar a saúde local com vistas a resultados efetivos. Melhorar a saúde pública é um desafio que eu acho possível, basta querer, basta ter vontade de implementar uma política séria, estruturante e prioritária, que tenha um orçamento adequado e que seja balizada por um planejamento factível, capaz de apontar as falhas e as soluções, um planejamento que valorize também  o profissional da saúde, que priorize o tratamento preventivo e a saúde básica, acima de tudo e que garanta a atenção digna que o povo merece.

Bernardo Ariston

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tamoios fortalece o todo.


Em artigo recente, "O caminho que a cidade deve tomar", afirmei que a cidade tem sua dinâmica, sua vida própria, que ela é mutável e segue crescendo naturalmente e portanto,  seria esse o motivo de não permitirmos que ela cresça de qualquer forma. Essa é uma realidade e deveria ser premissa de todos, pois a cidade mal planejada, mal cuidada e em desarmonia com o meio ambiente, não gera qualidade de vida para sua população, com o tempo estará estagnada e sem condições de se viabilizar economicamente. A ausência de planejamento urbano, para uma cidade que se propõe a ser pólo regional, vai atrapalhar seu futuro e não vai permitir que ela se desenvolva harmonicamente, prejudicando, principalmente, sua população.

Os fatos estão aí, não podemos ignorá-los, não podemos fugir da realidade. É inconcebível  permitirmos que o poder constituido para administrar a cidade, de acordo com os anseios e necessidades de sua população, continue ignorando o segundo distrito cabofriense. Tamoios merece respeito e tratamento digno, mas isso só vai ocorrer quando o poder público se debruçar sobre essa situação e trabalhar definitivamente. Chega de conversa !!!

A área territorial de Tamoios, oferece ainda muitos vazios urbanos que podem ser trabalhados, onde podem ser implantados pólos de desenvolvimento sustentáveis, com todos os aspectos que lhe são inerentes. O planejamento territorial urbano vai ordenar o crescimento local, minimizando os problemas gerados pela urbanização desorganizada. Em Tamoios, são necessárias ações para resolver problemas imediatamente, a população está saturada, não aguenta mais o descaso e a ausência dos serviços públicos básicos. Sem dúvidas, um choque de ordem deve ser compromisso do próximo prefeito, afinal, promessas não faltam. 

Entendo que o inconsciente coletivo de Cabo Frio precisa abraçar a idéia de que Tamoios poderá contribuir muito na indução do crescimento e do desenvolvimento da cidade, sobretudo pela relação entre a transformação do modelo econômico que a indústria do petróleo e gás poderá trazer e ageração de emprego e renda que poderá ser ofertada. É imperiosa a obrigagação de fazer do poder público para oferecer qualidade de vida a todos, é sua obrigação respeitar as leis e fazer valer a Constituição Federal, o Estatuto das Cidades, o plano diretor, entre outras leis, para o benefício de todos. O futuro da cidade de Cabo Frio passa pela ampliação da atividade turística e pelo planejamento territorial de Tamoios. Vamos pensar !!!

Bernardo Ariston

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O próximo passo.

     A Presidente Dilma tem razão, o Brasil precisa mesmo, pelo menos, ser o sexto país em índices sociais no mundo. Não deveria haver motivos para termos um índice de desenvolvimento humano tão ruim. Contudo, apesar de estarmos bem classificados no quesito economia, queimamos a língua quando falamos das condições de vida e de acesso do nosso povo. O Brasil está no caminho certo, porém, nossa situação poderia ser bem mais confortável. Lamentavelmente nossa dívida social é muito alta, o brasileiro esteve em segundo plano durante muito tempo e agora, na hora que começamos a avançar, arrastamos esse peso.

   Nossa história é clara, fala por si. Apesar de muitos autores passarem a idéia de que nossos colonizadores eram heróicos navegadores portugueses, que "descobriram" o Brasil, ou os bravos bandeirantes, ou os missionários que aqui chegaram, que se esforçaram por trazer a civilização, o progresso e a fé cristã para os índios pecadores, nascemos colônia de exploração e até o século 19 éramos uma sociedade agrária, latifundiária, patriarcal e escravista. Com esse modelo retrógrado e desumano o Brasil manteve por mais de 300 anos uma economia baseada no setor primário e garantida pela ignorância da maior parte da população. Esse modelo, em linhas gerais, acabou por formar uma sociedade extremamente desigual e injusta, com um povo sem chances e sem acesso, principalmente acesso à ferramenta mais importante para mudar sua condição: a educação. 

     Quando da visita da Presidente Dilma aos EUA, no mês passado, ficou clara a intenção do Brasil de investir mais na educação de nível superior, sobretudo no âmbito tecnológico e científico. De fato precisamos investir nessas áreas para podermos acompanhar o desenvolvimento mundial, mas precisamos ao mesmo tempo e com mais investimentos, garantir a educação fundamental de qualidade para a totalidade do povo brasileiro, sem distinção, sem preconceitos e sem injustiças, pois é esse nível de educação que vai garantir acesso, melhores condições de vida para todos e um Brasil mais justo e mais forte perante o mundo. Estar tecnologicamente preparado é fundamental, mas estou convencido de que o próximo passo para o Brasil continuar avançando é ter uma população educada, capaz não só de ler, mas capaz de interpretar, capaz de assimilar conhecimento, e capaz de operar as transformações que Brasil precisa, ou seja, o próximo passo é implementarmos uma política pública de educação que fortaleça a nação brasileira a partir da valorização e da capacitação real do indivíduo, com vistas a um futuro melhor.  

Bernardo Ariston.