segunda-feira, 7 de maio de 2012

O próximo passo.

     A Presidente Dilma tem razão, o Brasil precisa mesmo, pelo menos, ser o sexto país em índices sociais no mundo. Não deveria haver motivos para termos um índice de desenvolvimento humano tão ruim. Contudo, apesar de estarmos bem classificados no quesito economia, queimamos a língua quando falamos das condições de vida e de acesso do nosso povo. O Brasil está no caminho certo, porém, nossa situação poderia ser bem mais confortável. Lamentavelmente nossa dívida social é muito alta, o brasileiro esteve em segundo plano durante muito tempo e agora, na hora que começamos a avançar, arrastamos esse peso.

   Nossa história é clara, fala por si. Apesar de muitos autores passarem a idéia de que nossos colonizadores eram heróicos navegadores portugueses, que "descobriram" o Brasil, ou os bravos bandeirantes, ou os missionários que aqui chegaram, que se esforçaram por trazer a civilização, o progresso e a fé cristã para os índios pecadores, nascemos colônia de exploração e até o século 19 éramos uma sociedade agrária, latifundiária, patriarcal e escravista. Com esse modelo retrógrado e desumano o Brasil manteve por mais de 300 anos uma economia baseada no setor primário e garantida pela ignorância da maior parte da população. Esse modelo, em linhas gerais, acabou por formar uma sociedade extremamente desigual e injusta, com um povo sem chances e sem acesso, principalmente acesso à ferramenta mais importante para mudar sua condição: a educação. 

     Quando da visita da Presidente Dilma aos EUA, no mês passado, ficou clara a intenção do Brasil de investir mais na educação de nível superior, sobretudo no âmbito tecnológico e científico. De fato precisamos investir nessas áreas para podermos acompanhar o desenvolvimento mundial, mas precisamos ao mesmo tempo e com mais investimentos, garantir a educação fundamental de qualidade para a totalidade do povo brasileiro, sem distinção, sem preconceitos e sem injustiças, pois é esse nível de educação que vai garantir acesso, melhores condições de vida para todos e um Brasil mais justo e mais forte perante o mundo. Estar tecnologicamente preparado é fundamental, mas estou convencido de que o próximo passo para o Brasil continuar avançando é ter uma população educada, capaz não só de ler, mas capaz de interpretar, capaz de assimilar conhecimento, e capaz de operar as transformações que Brasil precisa, ou seja, o próximo passo é implementarmos uma política pública de educação que fortaleça a nação brasileira a partir da valorização e da capacitação real do indivíduo, com vistas a um futuro melhor.  

Bernardo Ariston.

Um comentário:

  1. Concordo com você Bernardo, que é necessária uma política pública de EDUCAÇÃO, que envolva fortalecimento das instituições de base, trabalho extensivista de educação com as famílias, melhora da logística nos recursos humanos ligados a educação. Me preocupa a PresidentA querer investir mais em educação superior, quando a educação básica passa por momentos de grandes conflitos e sério abandono, é como comprar um carro sem ter carteira de motorista.

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