segunda-feira, 25 de junho de 2012

Está chegando a hora




Aqui no Brasil, após a Rio+20, tudo segue em paz. Apesar do texto final aprovado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ter sido considerado pouco ambicioso, nossa realidade não vai mudar. Entretanto, dependendo da ótica, os resultados da conferência servirão como elementos para a promoção do desenvolvimento sustentável, uma vez que o chamamento para essa realidade e a percepção do povo sobre a importância dessa questão, certamente ficaram evidentes e foram absorvidas pela maioria das pessoas. Acredito ter sido esse o grande resultado da conferência. 

Enquanto isso no Paraguai, impcheament relâmpago e muito mais. A ordem política foi alterada naquele país e os países do Mercosul e da Unasul reagiram rapidamente. Dar margem a possibilidade de golpes de estado não é aceitável, a idéia em si é repugnante, sobretudo num momento da história onde a democracia se encontra estabelecida na totalidade dos países do continente sul americano. Os países do Mercosul e seus sócios declararam a “mais enérgica condenação a ruptura da ordem democrática na República do Paraguai”. Chamar o embaixador, promover e apoiar sanções comerciais são manobras da diplomacia. A decisão em relação ao Paraguai foi tomada em função do que estabelece o Protocolo de Ushuaia, que determina a 'plena vigência das instituições democráticas como condição essencial para o desenvolvimento do processo de integração'. Sendo assim, o entendimento é que o  Paraguai 'não respeitou este processo'.  Entretanto  resta  uma  pergunta:  o que diz a lei Paraguaia ?!? 

Com impeachment ou sem, a vida continua. No Brasil, onde já tivemos o impeachment do Presidente Collor, o rito não foi sumário e nenhum país vizinho questionou o que estava acontecendo ou como aconteceu. Certamente no caso do Paraguai alguma coisa pode não estar certa, foi tudo muito rápido e a reação dos países vizinhos de suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul tem como elemento preponderante o fato de que aparentemente houve um golpe de Estado maquiado. O ex Presidente Fernando Lugo também defende essa tese e não reagiu à decisão que o tirou do poder a fim de evitar um banho de sangue, entretanto, parece que não houve comoção da população, que calou apática diante dos acontecimentos. O Brasil considerou que o ex Presidente não teve o amplo direito de defesa assegurado no processo e por enquanto não pretende aplicar sanções econômicas, sob o pretexto de não querer prejudicar o povo paraguaio. A decisão de afastar o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições de 2013 foi unânime e será anunciada oficialmente durante a próxima reunião do Mercosul em Mendoza, na Argentina. 

Vamos virar a página, por aqui também temos as nossas mazelas. Está chegando a hora de mais uma campanha eleitoral e, mesmo com as olimpíadas de Londres, esse vai ser o grande tema de 2012 nas nossas esquinas. Os cientistas políticos estão de prontidão e os fofoqueiros também. O jogo vai começar, façam suas apostas, escolham seus candidatos e vamos votar. Por hora esse vai ser nosso grande desafio, uma verdadeira olimpíada eleitoral. No mais, como bom brasileiro, prefiro acreditar que tudo vai dar certo no final. Desejo sorte ao povo paraguaio e espero que tudo seja resolvido democraticamente pelo viés da lei, porém, desejo mais sorte ainda ao povo brasileiro que, na esfera local, mais uma vez poderá escolher seu destino pelo voto. Assim será, vamos em frente, vamos trabalhando e tentando melhorar.

Bernardo Ariston

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Falar é fácil, difícil é fazer !!!

Não seria justo aproveitar esse espaço tão importante para fazer marola com o intuito de enganar os leitores com informações truncadas e maliciosas, apenas para tentar viabilizar um projeto político individual, ou na tentativa de impor uma vontade dissonante dos anseios da maioria da população. Seria muito mesquinho criar confusão com o uso da palavra para confundir, mas como não tenho essa vocação sempre coloquei em pauta idéias sobre temas fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa. Tenho compromisso com o raciocínio e defendo a tese de que mais importante do que discutir nomes, num primeiro momento, é discutir idéias e projetos que possam realmente contribuir com o debate político e com a democracia. 

Queria poder nesse momento me dar o direito de ficar quieto, calado, mas não posso, sou político, tenho que botar para fora o que penso, mas com responsabilidade. Tenho que dizer que nunca quis ser candidato a qualquer preço ou por motivos fúteis, pois não acredito na busca pelo poder, apenas pelo poder. Creio que o poder político deve ser usado como instrumento de transformação da sociedade na busca por justiça social, qualidade de vida e desenvolvimento sócio econômico. Tudo tem seu tempo.

Sou realista e acho que o PMDB errou quando aceitou meus adversários políticos em nossas fileiras. Não porque eram meus adversários, mas porque não representavam absolutamente a possibilidade de promover as mudanças sugeridas pelo partido e porque não tinham competência para conduzir o processo até o fim. Era nítido e óbvio que aquilo era uma cortina de fumaça para inviabilizar um passo maior. Fui honesto quando disse que o candidato do PMDB tinha que ser viável e quando anunciei a possibilidade de ser pré candidato a prefeito, afinal de contas nada mais democrático do que o debate partidário para a escolha de seus candidatos. Sempre soube e sempre falei que liderança não se impõe, se conquista. Essa manobra equivocada nos fez perder muito tempo e criou muita dificuldade para a construção de uma candidatura forte que pudesse trazer para o centro da discussão política um novo paradigma político para a cidade. 

Acho muito inconveniente como algumas pessoas querem colocar palavras na minha boca, bem como, acho muito desonesto como essas pessoas tentam jogar com o meu nome, como insistem em querer me colocar no rol dos pilantras e me rotular como se eu fosse mais um desses hipócritas que desejam o poder a qualquer preço. Entendo que essas tentativas possam fazer parte da disputa política, mas no fundo, quando dizem que o Bernardo Ariston é isso ou aquilo, esquecem que minha trajetória fala por si e que está registrada na história recente do Brasil. Essas pessoas têm medo de perder a teta que as fez milionárias, bem como abominam a possibilidade de devolver ao povo o protagonismo devido, preferem lutar pela manutenção do status quo, mantendo seus currais e promovendo o subdesenvolvimento da cidade.

Falar é fácil, difícil é fazer, mas como sou daqueles que faz, estarei contribuindo sim para o desfecho positivo desse processo e tenho certeza de que se fosse realmente fácil, já estaria tudo resolvido. Prudência não faz mal a ninguém, vamos em frente, muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte e não custa nada aguardarmos mais um pouco. Continuo de prontidão, até lá outras batalhas serão travadas e fatos novos surgirão. 

Bernardo Ariston

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mobilidade urbana e o desenvolvimento local.


Mobilidade urbana é “a capacidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano para a realização das atividades cotidianas em tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro”. Dizem que a questão da mobilidade urbana é um dos grandes desafios das cidades no mundo todo. A Cartilha de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, define mobilidade urbana como “atributo das cidades no que se refere à facilidade de deslocamento de pessoas e bens dentro do espaço urbano”. Mobilidade urbana, portanto, é conseguir se locomover com facilidade. Cabe ao poder público definir e implementar as estratégias e políticas públicas para o trânsito, para a postura, para o aparelhamento urbano e para o transporte público com o objetivo de garantir uma política de mobilidade urbana eficiente, bem como a sua consecução. 

No Brasil a Política Nacional de Mobilidade Urbana foi instituída pela lei 12.587/2012 e figura como instrumento da política de desenvolvimento urbano, tendo como objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana.

É impossível pensar em mobilidade urbana sem pensar no meio ambiente como um todo. Pensar a mobilidade urbana sob os aspectos sociais, econômicos e ambientais é fundamental para o planejamento urbano, sobretudo face a questão do desenvolvimento local e da sustentabilidade. As consequências da mobilidade urbana na economia das cidades e na qualidade de vida das pessoas são reais e por esses aspectos devemos considerá-la como ferramenta para oferecer acesso aos empregos, ao comércio, aos serviços, à educação, à cultura e ao lazer. “É fundamental pensar nas ruas, calçadas e ciclovias, como elementos para a estruturação da mobilidade urbana”. É fundamental, também, pensar na utilização do espaço público para resolver a questão da acessibilidade e da criação de novas formas de trânsito e de transportes públicos que possam se valer de modais mais eficientes, que valorizem a preservação do meio ambiente e que sejam capazes de garantir uma melhor qualidade de vida para todos. 

Não se pode planejar uma cidade sem se ater à questão da mobilidade urbana. Todas as ações e investimentos para melhorá-la devem promover a articulação das políticas de transporte, trânsito e acessibilidade para garantir o acesso das pessoas ao espaço público. A cidade precisa oferecer condições para que todas as pessoas circulem com segurança e conforto, precisa oferecer facilidades para que todos possam se deslocar naturalmente, independentemente do motivo, e garantir que o fluxo de circulação das pessoas e das coisas esteja sempre voltado para o crescimento e para o desenvolvimento econômico e social local

Bernardo Ariston