quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A seca, os grãos e a inflação.


Ministro Mendes Ribeiro Filho e Bernardo Ariston

Na última terça feira, 14 de agosto, fui a Brasília resolver alguns assuntos e em especial visitar meu colega de mandato, o Deputado Federal Mendes Ribeiro Filho, atual Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Desde que saí do meu segundo mandato que não havia estado com ele. Fomos vice líderes de bancada juntos e sempre tivemos uma excelente relação durante os oito anos em que estive na Câmara. Cheguei para a audiência mais ou menos na hora em que os grevistas do funcionalismo federal faziam a maior algazarra nas portas dos ministérios e ao subir até o oitavo andar fui me lembrando das minhas idas e vindas na Esplanada. Durante os oito anos de mandato percorrí por diversas vezes aqueles prédios no cumprimento dos mandatos, buscando os melhores resultados para o nosso povo.

Fui recebido por Sua Excelência com o maior carinho e com a alegria de sempre, foi uma visita de cortesia e a conversa fluiu de forma muito agradável e instrutiva. Quando passamos a conversar sobre as questões afetas a sua pasta veio a tona a questão da possibilidade de uma crise mundial nos preços dos alimentos. Os EUA enfrentam a maior seca dos últimos 50 anos e por consequência verifica-se a quebra em sua safra de grãos. O ministro me relatou com alegria que nesse ano a safra de soja brasileira já é a maior do mundo, maior que a americana, entretanto, entendo que a seca nos EUA vai influenciar no preço dos grãos no mundo todo, pois no mundo globalizado grãos são commodities e, portanto, são cotadas no mercado internacional. Apesar de estarmos batendo o recorde de produção, o que é muito bom por um lado, uma vez que mostra o nosso potencial, não é pelo outro, pois lamentavelmente esse fato por si não garante um menor preço dos grãos e por consequência impacta no preço de toda a cadeia produtiva. Ou seja, mesmo sendo o Brasil um respeitável produtor de grãos, os efeitos da estiagem americana vão repercutir aquí e a alta nos preços dos alimentos é uma triste realidade.

De maio a agosto desse ano os preços médios do grão no atacado já subiram 33% e certamente essa alta  vai repercutir no varejo e o consumidor vai sentir no bolso. Algumas previsões da Bolsa de Gêneros Alimentícios projetam altas não superior a 5% no varejo e as cotações mais elevadas já devem aparecer na próxima divulgação da inflação, no IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) de agosto. Assim, é duro, mas é real, a estiagem americana vai impactar diretamente na inflação. Na minha opinião o Brasil precisa continuar produzindo cada vez mais, tendo os devidos cuidados, protegendo e estimulando o produtor e a produção em todos os níveis. Precisa cada vez mais investir em infraestrutura, visando não só a geração de empregos e o consequente crescimento econômico, mas acima de tudo diminuir o custo Brasil e promover o desenvolvimento econômico. Vamos em frente !!!

Bernardo Ariston

Nenhum comentário:

Postar um comentário