quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Mensalão e o Mico



Ontem, na sequência do julgamento, o relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, votou pela condenação dos ex-dirigentes do Banco Rural por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Eles foram acusados de não cumprir as regras previstas pelo Banco Central na concessão de empréstimos. A gestão fraudulenta é prevista na lei de crimes contra o sistema financeiro e, de acordo com a denúncia, o banco Rural repassou R$ 29 milhões às empresas de Marcos Valério e R$ 3 milhões ao PT por meio de empréstimos falsos, cujo objetivo era financiar o Mensalão em troca de apoio na aprovação de projetos de interesse do governo. De acordo com o relator os ex-dirigentes do Banco Rural autorizaram empréstimos “simulados” e se valeram de “mecanismos fraudulentos” para “encobrir” as operações.

Enquanto o STF julga o Mensalão lá em Brasília, em São Pedro da Aldeia, na semana passada, o Ministério Público deu uma batida na casa do vereador e candidato à reeleição Guga de Mica e apreendeu materiais suspeitos de serem usados para a compra de votos. Na residência do vereador foram encontradas muitas caixas de remédios, vários atestados médicos em branco e cópias de documentos de eleitores. Segundo a matéria veiculada pela Inter TV a suspeita é de compra de voto em troca de benefícios. O fato em si, apesar de ser ainda uma suspeita é contundente e vergonhoso, pois um representante do povo, eleito para ajudar a construir uma cidade melhor e traduzir os anseios e necessidades da população através do parlamento local, não deveria ter em sua casa vasto material medicamentoso, bem como receituários em branco e cópias de documentos de eleitores. Os remédios deveriam estar disponíveis nos postos de saúde e hospitais da cidade e não na casa de um leigo, que não estudou medicina e nem farmácia e que muito menos deve saber o que faz um vereador, mas se locupleta como puder para chegar e se manter no poder, enganando os mais humildes. Contudo, vamos esperar as investigações e o desdobramento dessa história, aguardando ao menos, que a câmara, através de sua comissão de ética, venha caçar o mandato desse edil. Que MICO Vereador, pede pra sair, renuncie a sua candidatura à reeleição e vai trabalhar !!!

O fato é que, independentemente de ser em Brasília ou em São Pedro da Aldeia, ou em qualquer outro lugar, o brasileiro já não aguenta mais essas coisas e o Brasil não comporta mais esse tipo de político que faz falcatrua e se vale de artimanhas impróprias para se manter no poder. O momento é de ficha limpa, precisamos dar uma guinada radical para um futuro diferenciado. Precisamos de educação e saúde acima de tudo, mas não através de assistencialismo barato, patrocinado por pessoas inescrupulosas que tem como horizonte seus extratos bancários. Chega de ladrão, chega de gente mal intencionada no poder. Como político quero estar na linha de frente contra esses covardes, quero um país mais justo e desenvolvido e não vai ser com eles que vamos conquistar essa realidade. Sou político sim e tenho orgulho disso, apesar de todas as dificuldades, mas tenho nojo das pessoas que fazem da política um trampolim para uma vida sem limites.

Bernardo Ariston

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