domingo, 7 de abril de 2013

Nossa Guerra é diferente.


Após sofrer sanções da ONU por ter realizado testes com armas nucleares Kim Jong-un, o ditador norte coreano, passou a fazer ameaças de guerra contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Analistas avaliam a princípio ser uma estratégia para chantagear o ocidente na busca por alimentos, bem como para demonstrar internamente que o país é forte e que seu líder é firme. Todavia, chama atenção o fato de que as chantagens norte coreanas vêm sendo feitas homeopaticamente e com resultados que nos levam a crer que de fato há um sinal de alerta real para um conflito armado. Os mesmos analistas avaliam que o jovem ditador tem sido eficiente na guerra de palavras ao manter o assunto em evidência nos noticiários internacionais das últimas semanas. Uma das ultimas ameaças foi o anuncio da aprovação final para um ataque nuclear aos estados unidos, imediatamente rechaçado pela ONU quando o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, recomendou que a Coreia do Norte mudasse de rumo e afirmou que a crise poderia ter consequência gravíssimas. Obviamente, sem pestanejar, os Estados Unidos reforçou suas defesas no Pacífico.

Na certeza de que cada um trata de seus problemas de acordo com sua conveniência,  é imperioso dizer que, por aqui, também estamos em sinal de alerta, tentando resolver os nossos. De fato há uma crise econômica mundial e o Brasil tem rebolado para não entrar nesse furacão. Estamos na iminência da maior safra de grãos do mundo, somos os maiores exportadores de carne bovina e considerados como um celeiro mundial de alimentos, entretanto, um dos grandes problemas da nossa economia, pasmem, é o preço dos alimentos.  A propósito, é esse aumento que está servindo como pano de fundo para justificar o desvio da meta da inflação. Por um outro lado o governo se esforça para estimular a produção. Recentemente a Presidente Dilma editou uma Medida Provisória aumentando a quantidade de setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamento. Essa medida tem como objetivo a redução do custo de produção no Brasil e o governo acredita que essa redução se transforme em expansão do investimento. 

Espero que o governo esteja certo no que tange a política de estímulo à produção, mesmo sabendo que algo a mais sempre pode ser feito. Contudo, lamentavelmente nossa infra estrutura é muito aquém do que realmente necessitamos. Essa questão é preocupante e quando associada a uma condição social deficitária, nos impõe freios no desenvolvimento. Estamos atrasados e, mesmo ocupando a sexta posição no ranking da economia mundial, ainda somos detentores de realidades que nos colocam num patamar fragilizado, basta checar nosso IDH para entender. Adotamos políticas que na prática servem meramente para alimentar índices e rankings, mas que na verdade nos amarram, uma vez que, para executá-las, desprendemos energia e recursos que não são transformados em resultados concretos e efetivos. Nossa guerra é diferente, precisamos nos defender educando e dando qualidade de vida com justiça social ao nosso povo, bem como investindo maciçamente na infra estrutura do país. Nossa guerra é contra o atraso, contra o preconceito, contra essa política mesquinha que se alimenta do subdesenvolvimento desse “sistema” falido. Nossa guerra é, acima de tudo, por inclusão social, lato senso, e pela valorização do Brasil.

Bernardo Ariston

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