terça-feira, 31 de março de 2015

O direito e o dever de falar (Fala Alair !!!)

Que estamos passando por um momento de instabilidade econômica já sabemos, basta ir ao mercado fazer compras, botar gasolina no carro ou abrir a conta de luz, por exemplo, para se certificar disso. Por um lado a economia globalizada está em recessão, o preço do barril de petróleo despencou e com o dólar em alta nós estamos sentindo na pele seus efeitos. Que estamos passando por um momento conturbado da política, também já sabemos, basta ver os noticiários diariamente trazendo as novidades. A corrupção está aflorada, o desperdício, seja por mal uso ou por desvio dos recursos públicos é incontestável e o senso comum é de descrença geral. O Brasil encontra-se em posição de alerta, ou vai ou racha, ou começa a dar sinais de que o status quo pode mudar, e para isso precisaremos de paciência e jogo de cintura, ou poderemos tropeçar e realmente cair de joelhos, desperdiçando todo o esforço e todas as ações que um dia, num passado muito recente, nos levou à condição de 6a economia do mundo.
Esse exercício a ser feito com o intuito de resolver a problemática instalada merece um planejamento estratégico. Não se pode perder o foco, é preciso um entendimento coletivo sobre o momento e um esforço grande para enfrentá-lo. Cortar na própria carne faz parte desse processo e falar em crise no Brasil, sem lembrar dos Estados e dos municípios é balela. O esforço tem que ser em todos os níveis. Pela lógica os municípios são os mais vulneráveis, sobretudo aqueles que recebem os royalties da produção de petróleo. Grande parte desses municípios, ao longo dos anos, incorporou em seus orçamentos essa verba, usando-a inclusive de forma irresponsável e contrária aos princípios instituidores dessa compensação e aos preceitos legais, ou seja, em vez de usarem os resultado dos royalties para ações que pudessem garantir o desenvolvimento sócio econômico presente e futuro das localidades e de seus cidadãos, usaram para festas, obras de maquiagem e outras intervenções que não trouxeram e não trazem resultado estrutural nenhum para nenhum deles.
Bom, fala-se em crise econômica e política sem precedentes, mas no fundo vemos também uma crise de gestão enorme e é agora que veremos os bons e os maus gestores. Pinçando um caso concreto, cito o do Prefeito Alair Corrêa, de Cabo Frio, que vem alegando uma perda enorme em seu orçamento. O Prefeito já disse que faria cortes e ajustes necessários, mas até então de forma tímida. Contudo, ao começar a se reunir com os vereadores e solicitar coletiva de imprensa para esclarecer os fatos e mostrar suas idéias e suas alternativas para a população ele começou a demonstrar verdadeiramente interesse em assumir uma postura diferenciada para enfrentar os problemas. O chefe do executivo tem o direito e o dever de falar para explicar tudo para a população. Num momento como esse ele precisa ter sabedoria e humildade suficiente para entrar na briga pela defesa dos interesses locais, mas para isso ele tem que ser verdadeiro e objetivo, tem que ser transparente e assumir uma postura diferenciada, cortando na própria pele para dar o exemplo e poder conquistar o apoio que vai precisar. Nesse exemplo citado meu lado político é Cabo Frio. Quero ouvir o prefeito e quero me colocar, como cidadão, jornalista e radialista à disposição para a defesa dos verdadeiros interesses da cidade. Assim, a Rádio Litoral Fm, consciente do seu papel, estará à disposição para transmitir o pronunciamento do prefeito e para ajudar naquilo que estiver ao seu alcance enquanto veículo de comunicação democrático e popular, independentemente de bandeira partidária ou qualquer relação que não seja o interesse da coletividade. Fala Alair !!!
Bernardo Ariston
31/03/2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Não quero ser governado por improbos

Alguém tem dúvida sobre a farra dos royalties promovida pela maior parte dos prefeitos que receberam essa compensação da produção de petróleo ??? Porque chamo de farra ?!? Simplesmente pq esse recurso vem sendo, ao longo dos anos, usado de forma equivocada e irresponsável. 

O petróleo é uma riqueza natural finita e seu resultado financeiro, repassado na forma de royalties, deveria ser usado para projetos e programas capazes de dotar e preparar as cidades e suas populações para sobreviverem no futuro sem ele, bem como para servir de reserva financeira para eventuais danos ambientais inerentes à produção de petróleo. Ou seja, nunca vi nenhum prefeito usando esses recursos para essas finalidades, mas estamos cansados de ver as prefeituras como os maiores empregadores das cidades e o dinheiro sendo usado para obras de maquiagem e que tenham impactos meramente eleitoreiro, ou para eventos e outras ações populistas, burlando assim a lei, a lógica, o bom senso e a moral, deixando de lado a possibilidade de um planejamento estratégico garantidor de um futuro melhor. O pior de tudo é saber que os fundamentos da gestão pública passam ao largo da maioria das prefeituras e que agora os "gestores" terão que "rebolar" para se adequarem a essa nova realidade. Será que se adequarão ou será que vão desenvolver nova peça de ficção ?!? Se essa turma fosse competente e realista não veríamos nos jornais manchetes que mostram que 70% dos prefeitos do Rio de Janeiro respondem na justiça por ações de improbidade administrativa e por crimes eleitorais e que muitos já foram caçados de seus mandatos e continuam governando por força de liminares.

Precisamos de uma reforma política ampla e irrestrita, precisamos deixar de lado a paixão e votar com a razão, precisamos efetivamente entrar no século XXI e fazer valer tudo aquilo que valorize e fortaleça a nossa sociedade, precisamos saber que isso passa pela eleição de pessoas honradas e honestas. Não podemos mais  permitir a eleição de pessoas cujo compromisso é consigo mesmo e com um grupelho de "puxa sacos" que enriquecem as custas da ma versacao dos recursos publicos . Não podemos mais aceitar essa política empreguista que consome o  orcamento apenas para garantir a eleição dessas pessoas.

Torço para que a crise passe e para que o preço do petróleo volte a ser como antes ou mesmo perto do que era, uma vez que temos reservas enormes desse bem natural, mas acima de tudo desejo que nosso povo acorde e definitivamente mude os rumos da nossa política.

Creio que estamos na iminência de mudanças no cenário político, mas quero ver para crer, pois sei que grande parte da sociedade ainda não se atentou para certas coisas. Por isso continuarei pregando a importância de cada voto e chamando todos à reflexão, pois mais vale o fortalecimento coletivo do que apenas o enriquecimento desonesto de alguns em troca de "migalhas". 

Quero que as cidades tenham infraestrutura de base e que forneçam educação de primeira para a formação de uma sociedade mais desenvolvida e independente, quero saúde pública de verdade e acima de tudo justiça social. Não quero ser governado por improbos que só olham para sí e não quero ver as cidades num processo de favelização sem precedentes como estamos vendo nos últimos anos.

Vamos em frente, a luta continua !!!

Bernardo Ariston

segunda-feira, 16 de março de 2015

Golpe Militar ?!?!

Com todo meu respeito e consideração às Forças Armadas, que na minha opinião têm um papel importantíssimo em nossa sociedade, sob vários aspectos, mas só pode ser brincadeira ou falta de informação dessa galera que prega o golpe militar como solução para o Brasil.

As Forças Armadas precisam ser encaradas e valorizadas como instrumentos da democracia. De acordo com o artigo 142 da CF 88,  "destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Ou seja, quem deseja um golpe militar no Brasil não respeita a Constituição, nega a liberdade e deseja que o país sofra um retrocesso descabido. 

Clamar por um golpe militar é covardia. Respeito todas as opiniões e essa é a minha, golpe nem de esquerda e nem de direita, muito menos militar. 

Vamos amadurecer e tratar de escolher melhor nossos representantes e não permitir esse terror que é o voto negociado por dinheiro, vantagens e benesses. Vamos pregar o voto útil e eficiente, vamos participar mais, vamos nos disponibilizar para enfrentar o processo politico eleitoral e não ficar por aí dizendo que falar sobre política é chato. Chato é ter esse nível de representação e ficar alimentando uma guerra de torcida ao invés de assumirmos uma postura pró ativa de participação efetiva. Chato é ver o poder sendo usado a serviço de grupelhos e não do coletivo, chato é ver um bando de gente safada se elegendo as custas da ignorância e da necessidade de muitos.

Parabéns para aqueles que nutrem o desejo de ter um pais melhor e mais justo para todos, mas que seja pelas vias democráticas, pois golpe para se chegar ao poder nunca mais !!!!